Dos animais como depósito ou ‘A inveja é uma meta’, por Marcio de Almeida Bueno

carroça puxada por mulheres


“Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto / Chamei de mau gosto o que vi / De mau gosto, mau gosto / É que Narciso acha feio o que não é espelho / E a mente apavora o que ainda não é mesmo velho / Nada do que não era antes quando não somos mutantes” – Caetano Veloso, em ‘Sampa’
Quem transita por entre os defensores dos animais – do que cuida de cachorro abandonado ao ‘vegano-mais-que-os-outros’ – já percebeu como, algumas vezes, a meta final de um ou outro fica fora de foco. Se o objetivo é melhorar, resolver, desembaraçar, conscientizar sobre a condição dos animais não-humanos neste planeta, há quem se perca em algum ponto do caminho – e azar dos animais. Vão para segundo plano, mesmo que o agente não reconheça. Questões pessoais, e não falo de enriquecimento ou picaretagem, dão o ritmo não a uma ação específica, mas à atuação dentro dessa causa.
Se tem frustrações, nós, joga-se de cabeça em uma luta que, em rápida análise, precisa é de gente com cabeça fria, fresca e bom-senso para agir. Se está com relacionamento firme, some, se leva o famoso pé-na-bunda, corre de volta ao ativismo, esperando encontrar cimento e tijolos para tapar o buraco de si. Os animais, já vítimas de um sistema cruel, seguem sendo os joguetes de mais uma determinação humana, com boas ou más intenções.
Vemos então uma interminável cascata de rompimentos entre pessoas, concorrência entre siglas, fofoca, desdém pelo alheio e tudo mais que enfraquece esta batalha que, de começo, já é desfavorável para quem está deste lado. Se tem problemas em casa, joga-se como um piloto kamikaze na causa animal, mas… quanto de discernimento há em uma pessoa assim? Falta-lhe o senso crítico, a dose diária de Semancol – devidamente substituída por tarja preta, cigarro ou qualquer chupeta que esteja à mão – e também a isenção para tratar de temas delicados, e perceber a melhor maneira de agir.
Não pretendo que todos os envolvidos na defesa animal sejam zen, ponderados, impassíveis e ‘ecce homo’ – mas que bom que fossem. Reconhecer os valores do outro, e não se incomodar com as diferenças, deveria ser o marco zero para o antiespecista.
O ativismo não pode ser uma sessão de drenagem linfática, que o cliente paga para, uma hora depois, sair de lá mais aliviado. Não é massagem, sessão de exorcismo, ‘clubinho’, compensação nem psicoterapia. O acúmulo doentio de cães e gatos, por exemplo, denota uma grande confusão interna na vida desse ‘protetor’, que acha que um animal confinado, apertado, estressado e, em última análise, totalmente à mercê de seu humano, está a salvo da perigosa liberdade das ruas. Não falo de animais doentes, atropelados, inválidos ou em situação tal que depndam, lamentavelmente, da mao humana. Torço para que seja uma mão abnegada, e não de quem está ali pelo aparafusamento de suas neuroses não-resolvidas. Quem viu o filme Louca Obsessão, com a enfermeira Kathy Bates ‘tratando e cuidando’ de seu paciente amado, entenderá bem o paralelo que pretendo fazer.
E a disputa entre pessoas resulta em um torneio sem vencedores, só de derrotados. Redes sociais, na Internet e fora dela, como sinuca de raivas, rancores, cinismo, falsidade, arrogância e/ou falsa ostentação de superioridade. Quem consegue se manter imune às sabotagenzinhas, ao diz-que-diz, ao veneninho destilado nas rodas de comadres, vai tocar seu caminho sozinho ou aprende a viver como alvo da inveja.
Mas o objetivo final sempre foram os animais, e muitos desses que perdem o fio da meada estão fazendo, do caminho, o objetivo. Vale o fazer em si, e não o efeito – pois isso implicaria em autocrítica e mesmo na reavalização de resultados de cada ação feita. E a conclusão pode retirá-los da zona de conforto, colocando-os na prancha de salto olímpico – ‘agora é necessário dar um salto para frente’. Para quem tem TOC ou se acomodou no enxuga-gelo, é uma idéia aterradora.
Ou para quem não tem maiores talentos, e optou por minimizar as qualidades do outro – seja fotografar, produzir um documentário, escrever, falar em público, lançar uma publicação, bolar materiais, fazer lobby, usar seu carisma ou poder de convencimento, encarar a vida política, etc. A inveja é uma meta.
Paul Watson fala sobre os diferentes tipos de ativistas em seu livro ‘Earthforce – Um guia de estratégia para o guerreiro da Terra’. Cada um ataca de um lado, mas, para muitos cabeças-duras, só vale aquilo onde seu umbigo encosta.
Não cabe ao socorrista, ao ativista, ao voluntário, ao interessado, ter a vaidade de escolher sua rota, ligar o piloto automático e colocar uma venda nos olhos, um tampão nos ouvidos e um anestésico no cérebro. É necessário checar qual o instrumento mais adequado àquele momento, como um cirurgião social, e reconhecer que no instante seguinte esse instrumento pode ser ineficaz, independente da força que se aplica. E não invejar, corroendo-se nas entranhas, aquele que percebe as sutilezas do mundo e adapta sua ferramenta para um melhor agir, minuto a minuto.
Enquanto os animais não-humanos estiverem em situação de desvantagem, presos, explorados, ludibriados, precisarão de ajuda efetiva, do panfleto ao proejto de lei, do potinho d’água ao texto conscientizador. Mas não têm tempo a perder com quem está patinando, esperneando, e deixando que os conflitos internos lhe escapem pela boca, como um Alien que se mostra nas entrelinhas.

Pet shops deixam de vender filhotes para apoiar adoção

Duas redes de pet shop canadenses, suspenderam a venda de filhotes para incentivar a adoção. - Flickr
Duas redes de pet shop canadenses, suspenderam a venda de filhotes para incentivar a adoção.
Crédito: Flickr


Duas redes de petshops canadenses abriram mão da atividade mais lucrativa de seus negócios para incentivar a adoção de animais abandonados

Duas grandes redes de pet shop canadenses, a PJ’s Pets e a Pets Unlimited, suspenderam a venda de filhotes de cães e gatos em todas as suas lojas. A intenção é nobre: incentivar a adoção dos inúmeros bichinhos que vivem em abrigos e nas ruas à espera de um dono.


A partir de setembro, os espaços que pertenciam à exposição dos filhotes serão agora ocupados por stands de ONGs e abrigos de animais que mostrarão aos clientes fotos dos cães e gatos disponíveis para adoção. Nas lojas maiores, canis serão construídos e ficarão à disposição dessas entidades.

Um trabalho de conscientização sobre a importância de adotar animais, em vez de comprá-los, com direito à distribuição de panfletos darão apoio à ação. Para as empresas, somente deixar de vender filhotes sem o suporte de uma campanha educativa não resolverá o problema dos animais abandonados. Isso porque os clientes poderiam sair da loja e simplesmente procurar outra para comprar os bichinhos.

A PJ’s Pets e a Pets Unlimited ainda se comprometeram a colocar para adoção os cães de reprodução de seus canis particulares, assim como as ninhadas que ainda não haviam sido vendidas.

A ideia tem sido vista com bons olhos no Canadá. Bem que a moda poderia pegar no Brasil.
Com informações da Super.

PETMAG

Ruídos da cidade obrigam pássaros a mudarem melodias

Para se fazerem ouvir diante das cidades barulhentas, aves estão mudando a frequência das melodias. - Flickr
Para se fazerem ouvir diante das cidades barulhentas, aves estão mudando a frequencia das melodias.Crédito: Flickr
Para se fazerem ouvir diante das cidades barulhentas, aves estão mudando a frequência das melodias; segundo especialistas, este movimento pode significar também menos filhotes 




















Cientistas descobriram que os pássaros machos têm cantado em frequências mais altas para enfrentar os ruídos da vida moderna.

Mas, apesar do maior do esforço para que as canções sejam ouvidas, as fêmeas têm achado as melodias menos atraentes que as antigas.

Por isso, os machos que se adaptaram a esta nova realidade correm o risco de não encontrarem uma companheira para procriação.

“Esta informação é crítica para entendermos o impacto dos ruídos na vida selvagem. Os estudos revelam que os sons de baixa freqüência estão diretamente relacionados com o sucesso reprodutivo”, diz Wouter Halfwerk, da Leiden University, na Holanda.

Estudos anteriores sugeriam que algumas espécies haviam abandonado os coros do amanhecer para cantarem à noite, quando as ruas são mais silenciosas.

No experimento conduzido pelo profissional, o comportamento de aves foi analisado no Parque Nacional da Holanda entre maio de 2009 e abril de 2010. Pesquisadores gravaram a comunicação entre machos e fêmeas, analisaram os laços familiares entre as aves e reproduziram os sons de machos com diferentes níveis de ruídos ao fundo.

Descobriu-se que pássaros que cantaram em baixas freqüências tinham menos probabilidades de serem traídos por seus companheiros. Em alguns casos, um dos pássaros destes casais “fugia” antes do nascer do sol para encontrar “pares extras”.

Quando o ambiente estava barulhento, fêmeas mostraram-se menos propensas a deixarem seus ninhos para acasalarem com machos que cantavam em baixa frequência de madrugada.
Isso começou a obrigar os pássaros urbanos a cantarem suas melodias em frequência mais elevada para confrontar as condições barulhentas do ambiente.

“Os indivíduos que tiveram de se contentar com locais barulhentos podem sofrer uma redução do número de parceiros, limitando assim o sucesso reprodutivo”, finaliza Wouter.

PETMAG

Cães sabem distinguir o certo do errado?

Canídeos aprendem códigos sociais ainda jovens - Flickr/CC – Andrew Morrell
Canídeos aprendem códigos sociais ainda jovens
Crédito: Flickr/CC – Andrew Morrell
Segundo pesquisas, eles têm senso de moral e manifestam seu descontentamento quando tratados injustamente por seus responsáveis.

Quem tem cachorro sabe: quando eles fazem o que não devem, como revirar o lixo ou comer sapatos e são flagrados, se denunciam com aquela carinha de travessura.

Segundo estudos recentes, é bem provável que os cães tenham como característica evolucionária o senso de justiça, e discriminem o certo do errado.“As pessoas têm a tendência de fazer uma rígida divisão entre humanos e não-humanos”, diz Marc Bekoff, professor emérito de ecologia e biologia evolutiva da Universidade de Colorado e co-fundador do Etólogos para um Tratamento Ético aos Animais, “mas há muitas evidências de que os animais tenham senso de moralidade”, diz o etologista.

Lobos e coiotes
Bekoff afirma que a moral evoluiu como um traço característico nos mamíferos, e baseou sua tese na observação de lobos e coiotes.

Esses canídeos vivem em grupos governados por rigorosas regras. O pesquisador observou atos de altruísmo, tolerância, perdão, reciprocidade e justiça, que se evidenciavam no modo como brincavam entre si.

Os canídeos aprendem códigos sociais de conduta quando ainda são jovens, através de jogos. Quando vão brincar, eles se deitam com a barriga para cima, numa posição submissa. Durante a brincadeira, os membros mais fortes se revezam com os mais fracos na posição dominante, dando a estes a chance de “ganharem” o jogo.

Também mordem com menos força de modo a não machucar o parceiro. Se um deles morde, acidentalmente, com mais força, pede “desculpas”, deitando-se, como se quisesse dizer que aquilo não passa de uma brincadeira.

Cães
Os cachorros vieram dos lobos, e deles, herdaram o sentimento de justiça. “Eles têm a capacidade de diferenciar o certo do errado; é possível observar isso quando vemos um cão chamando outro para brincar num parque”, diz o cientista. E, ainda que haja uma disparidade entre a força e o tamanho dos cachorros, o maior saberá adaptar-se a essa condição. Ele sabe que seria injusto tirar vantagem da situação.

Experimentos na Universidade de Viena também mostraram que cães ficam chateados com um tratamento injusto por parte dos humanos. Na pesquisa, os animais ficavam felizes em fazer truques, como dar a patinha, mas não receber recompensa em troca.

Mas o entusiasmo deles diminuía quando viam que outros recebiam comida depois de fazer os truques. Os cães preteridos mostravam sinais de angústia e estresse, como latir ou grunhir. Os pesquisadores afirmam que eles ficavam chateados por ter sido tratados injustamente.
A moral dos animais é um assunto complexo, e mais pesquisas são necessárias para se saber quando e de que forma ela se manifesta. “O pouco que nós sabemos sobre o comportamento dos animais nos leva a concluir que eles são muito mais desenvolvidos do que pensávamos ou que julgávamos”, analisa Bekoff.


PETMAG

Ovelha deficiente ganha vida nova com cadeira de rodas

Buster voltou a andar com a cadeira de rodas adaptada - Picture: Hotspot Media
Buster voltou a andar com a cadeira de rodas adaptada
Crédito: Picture: Hotspot Media

Nascida com uma deformidade, Buster estava destinada a ser sacrificada, mas uma cadeira de rodas feita sob medida mudou sua vida para sempre 


Buster é uma ovelha diferente de todas as outras. Nascida com uma deformidade em uma das patas, não conseguia andar sozinha.

A dona do local onde ela vive, o Santuário Animal de Stockport, na Inglaterra, Jayne Murrey conta: “quando Buster nasceu, fomos aconselhados a sacrificá-la. Os veterinários disseram que ela não viveria por muito tempo, em razão da deformidade”.

Jayne se recusou a obedecer à recomendação dos médicos, que então indicaram o uso de uma cadeira de rodas adaptada. Sensibilizados, os voluntários da fazenda se uniram para angariar fundos para comprar o aparelho.

Um funcionário da fazenda ouviu histórias sobre um cachorro que teve uma cadeira de rodas adaptada e resolveu procurar uma solução para a pequena ovelha.

Os voluntários conseguiram o equivalente a R$ 1500 em donativos e correram atrás de uma cadeira de rodas feita sob medida para Buster. Era a chance de uma vida normal.

“Quando colocamos a cadeira de rodas em Buster, ela ficou muito confusa. Mas quando viu que conseguiria andar, passo a passo reaprendeu a se locomover”, conta Jayne.

“Sua maior paixão é explorar e andar pelos campos. Já presenciamos vários momentos engraçados, como a vez que em ela estava em uma descida e não sabia como parar”, diverte-se ela.


Empresas de carga se negam a transportar animais para pesquisas de laboratório

Cães destinados ao uso em laboratório - Crédito: Animals Voice


FedEx e UPS assinam compromisso declarando que não irão transportar mamíferos destinados às pesquisas científicas


A organização sem fins lucrativos PETA – People for the Ethical Treatment of Animals (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) – conquistou um importante acordo em defesa dos animais.

A ONG conseguiu que as duas maiores empresas de transporte aéreo de cargas, a FedEx e a UPS, assinassem um documento se comprometendo em não transportar – em seus aviões – mamíferos destinados para pesquisas científicas em laboratórios.

Tal acordo gerou uma forte polêmica na comunidade científica, os pesquisadores afirmam que os estudos sofrerão uma grande regressão e criticam a decisão das transportadoras, declarando que estas sucederam em favor de uma minoria que ignora a importância destas pesquisas cujo objetivo é prevenir e curar doenças humanas.

A PETA, por sua vez, declara que o uso de animais em experimentos já poderia ser substituído por outros métodos tão eficientes quanto este – como a utilização de células animais isoladas “in vitro” – porém essa técnica só não é utilizada pelos laboratórios por exigir um investimento maior.

Após essa conquista, a PETA passará a direcionar sua campanha para outras empresas de transporte, como as transportadoras marítimas e as rodoviárias.


Leucemia felina: aprenda como manter seu bichano longe da doença

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Responsável por 33% dos casos de câncer, a leucemia pode ser transmitida por meio da saliva; exame de FeLV é importantíssimo antes de introduzir um gato novo ao convívio dos antigos 


A leucemia felina é uma doença degenerativa do sistema imunológico causada pelo vírus FeLV, que é transmitido de um gato infectado a outro sadio pelo contato entre salivas – com lambidas, mordidas ou compartilhamento de comedouros e bebedouros, urinas e fezes – em ambientes com pouca higiene, e através da placenta e leite da mamãe gata.


Ação da doença

Geralmente o vírus causador da leucemia felina entra no organismo do animal pela faringe, infectando os tecidos e órgãos do sistema imune, o que torna o gato suscetível a muitas doenças, como infecções em geral, anemias e dificuldade de cicatrização, por exemplo.
Outra forma de ação do vírus FeLV se dá com o estímulo por parte deste vírus ao crescimento desordenado de células, causando tumores cancerígenos
Assim sendo, um gato infectado com a leucemia felina pode morrer das doenças causadas pelo enfraquecimento de seu sistema de defesa corporal ou de câncer – 33% dos casos de câncer em gatos são ocasionados pela leucemia felina.
É importante entender que alguns gatos com o vírus podem não desenvolver a doença de imediato, carregando o vírus em seu corpo durante certo tempo e desenvolvendo a doença posteriormente.


Como diagnosticar se o gato está infectado

Para saber se um gato tem leucemia felina, este deve ser levado para a análise de um veterinário. Animais que têm acesso à rua; com histórico de doenças crônicas recorrentes e que não costumam responder bem a tratamentos; com anemia ou neoplasias ainda jovens; com lesões na boca; ou que tenham sido adotados da rua, de abrigos ou criatórios devem ser avaliados, pois são suspeitos para leucemia felina.
O diagnóstico é feito através de um teste com kits comerciais que detectam antígenos do vírus FeLV em um ensaio imunoenzimático.


Cuidados para o gato portador da leucemia felina

Gatos infectados têm sua expectativa de vida diminuída, já que a leucemia felina não tem cura nem tratamento específico. Em média, 85% dos gatos com esta doença morrem dentro de três anos e cerca de 50% dos bichanos morrem nos primeiros 12 meses.
Por isso, os cuidados a serem tomados com o gato portador da leucemia felina são a realização de terapias que aliviem os sintomas das doenças decorrentes da baixa imunidade ou do câncer e a promoção do bem estar do animal, dando para ele muito carinho e uma excelente estrutura de vida.


O que fazer para proteger o gato do FeLV

A proteção de seu animal para que este se mantenha livre da possibilidade de infectar-se com a leucemia felina se dá através da vacinação do animal e ao diminuir o contato com outros gatos da rua ou de felinos de donos que permitam que o bichano se aproxime de gatos de rua ou participe de exposições.
Prevenindo seu animal com a vacinação e evitando expô-lo a situações de risco da transmissão do vírus, você garante que seu companheiro se mantenha ao seu lado por muitos anos, cheio de saúde e alegrias.


Trazendo um novo gato para o convívio

Adotou, comprou ou resgatou um gatinho e está louco para colocá-lo junto com os outros bichanos? Pois saiba que, antes disso, é essencial fazer um exame de FeLV para detectar se o novato é portador do vírus. Uma conversa franca com seu veterinário de confiança sobre os riscos da doença é essencial antes de introduzir um novo gato ao convívio dos antigos.


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Vida moderna acelera aumento da população de felinos

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Pesquisa mapeia o crescimento da população global de gatos e revela que os bichanos têm se tornado os preferidos nas casas do mundo todo por sua praticidade e independência

Talvez muitos não saibam como foi originada a domesticação de cães e gatos. Destinados a ajudar nas caçadas, ganharam abrigo e até hoje mantém o título de melhor amigo do homem, devido a sua fidelidade, os cães conquistaram seus donos há cerca de 100.000 anos. Já os gatos fazem parte do convívio doméstico há 4.000 anos. Originada no Egito, esta amizade foi selada para os gatos ajudarem a prevenir o aumento de ratos que se infiltravam nos depósitos de comida.


Se compararmos o número de cachorros existentes no Brasil nos dias de hoje, ele chega a ser 80% maior, em relação aos gatos. Número que muda consideravelmente quando se tratam de países desenvolvidos como a AlemanhaFrança e os Estados Unidos.

Estes números são facilmente explicados devido ao comportamento do homem moderno e a associação ao comportamento dos felinos. Nos países desenvolvidos, encontramos a diminuição de tamanho das famílias e o grande número de atividades na cidade. Desta maneira, os animais sentem falta de maior atenção no cotidiano destas pessoas. Antes, as casas eram mais espaçosas, com quintal para os animais correram e se divertirem durante todo o dia, hoje em dia a cidade valoriza muito as casas pequenas e os apartamentos para casais sem filhos e/ou animais.

A participação das mulheres no mercado de trabalho também tem influenciado nessas mudanças. Com a agenda cheia de compromissos, o tempo disponível para os afazeres de casa e os cuidados com os animais também diminuiu.

Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação) aponta que no Brasil o aumento e a ultrapassagem no número de gatos nas residências devem ocorrer daqui a dez anos. A adaptação dos gatos a ambientes menores é muito mais fácil em relação aos cães que são muito bem vindos em casas com crianças e de tamanho maior.

A independência dos gatos é vista como comportamento egoísta por parte dos seus donos, inclusive donos de cães que irão defender seus pets com unhas e dentes literalmente. Porém, é um erro pensar isso dos gatinhos que são autossuficientes e não precisa do dono o tempo todo ao seu lado. O fato dos gatos tomarem banho com a língua, possibilita um prazo maior para levá-los ao pet shop, além disso o passeio com os gatos é facilmente substituído porbrinquedos dentro de casa e as façanhas que eles podem fazer escalando móveis e objetos entre quatro paredes.

O índice Big Cat indica que quanto maior o número de gatos em um país, mais rico ele é. Se compararmos os dados apresentados pela Abinpet, a Alemanha tem 59% mais gatos que cachorros. São praticamente 44 mil felinos nas casas dos europeus. Contudo, este número é facilmente invertido em países como China, Colômbia e África do Sul que tem em média 200% cachorros a mais do que gatos.

PETMAG

Pets sofrem com baixa umidade do ar em São Paulo

Humanos e animais domésticos têm sofrido com o clima seco, que pede uma série de cuidados especiais para evitar problemas de saúde.


Quando a umidade do ar está muito baixa, cães e gatos, assim como os humanos, são vítimas de coceiras nos olhos, boca seca, dificuldade para respirar e desidratação. Nesta época, as visitas aos hospitais veterinários crescem considerável, com atendimento a animais com problemas respiratórios, especialmente filhotes, animais idosos e aqueles que já convivem com doenças como asma e pneumonia. “Cães de focinho curto, como o Shi-Tzu, o Pug e os Bulldogs, já têm dificuldade para respirar e acabam tendo o problema agravado. Muitos precisam até de inalação para amenizar os efeitos do ar seco”, explica a veterinária Valéria Correa, responsável técnica e gestora clínica do Grupo Pet Center Marginal.

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Para evitar problemas por conta do ar seco, é indicado que seu pet tenha sempre disponível água potável fresca. Em casos extremos, é recomendável colocar panos molhados no ambiente em que o animal fica e até mesmo umidificadores de ar. As caminhadas também devem ser controlados. “Com o calor e o ar seco, é preciso também evitar passeios em excesso, principalmente durante o dia, pois não é nada benéfico para o animal “, explica Dra. Valéria.



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O tempo seco ocasiona ainda o aumento de casos de doenças virais disseminadas por inalação. Uma delas é a cinomose, enfermidade altamente contagiosa e grave que pode levar à morte. “A doença atinge o sistema nervoso dos cães e pode ser fatal. Caso o animal sobreviva, poderá ficar com sequelas neurológicas”, alerta a veterinária.


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Mercury, um gatinho que exala superação

Olha só que gatinho saudável. Fonte: Bored Panda
Olha só que gatinho saudável. Fonte: Bored Panda

Mesmo sem duas patas, Mercury é pura alegria


É admirável como os animais conseguem ser perseverantes e serem felizes independente da adversidade que a vida apresenta. Mercury foi achado por Edmond em um estado nada agradável. As suspeitas são a de que o gatinho sofreu ferimentos de um cortador de grama mas felizmente não foi nada grave.


Mercury tinha só 4 dias de idade quando foi encontrado sem as duas patas dianteiras e sem 3 dedos na pata traseira esquerda. Seus olhos ainda estavam fechados.

Edmond correu para o veterinário para salvar Mercury e deu tudo certo. No entanto, o gatinho não poderá usar próteses porque é necessário ter pelo menos 40% dos membros para o encaixe ser perfeito. No futuro, Mercury pode usar uma cadeira de rodas de apoio para se locomover melhor. Mas por enquanto, ter só duas patas não o impede de nada em brincar com seus irmãos adotivos e seus donos

Cães e gatos agora podem ter passaporte

Siga os procedimentos e boa viagem! Fonte: Flickr.
Siga os procedimentos e boa viagem! Fonte: Flickr.
Entrou em vigor no começo do mês a medida que a emissão de passaportes para cães e gatos em todo o país. Chamado de Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos, o documento deverá constar com informações como nome completo e endereço do dono, raça do animal, espécie, sexo, tipo sanguíneo, pelagem e data de nascimento estimada. A foto é opcional.


O documento pode ser solicitado em qualquer unidade do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional – Vigiagro – e não terá custo algum. O passaporte vale por toda a vida do animal e, após solicitado, será entregue num prazo de 30 dias.

Vale ressaltar que o animal precisa ter pelo menos 90 dias de vida para que seu documento possa ser solicitado. Além disso, o veterinário deverá registrar datas de vacinação, tratamentos e exames exigidos pelo país de destino. É importante se informar a respeito das exigências do país para onde vai viajar para que seja possível tomar todas as providências uma vez que cada país tem suas próprias regras de embarque para animais.

O passaporte será expedido em inglês, português e espanhol e valerá tanto para viagens nacionais quanto internacionais. Junto do documento, os animais receberão um microchip que funcionará como carteira de identificação, os dados de aplicação do chip e a localização do mesmo também devem ser informados no documento.

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Uma amizade diferente

Melhores amigos. Fonte: Vacalouca.pt
Melhores amigos. Fonte: Vacalouca.pt

Após virarem órfãos, vombate e canguru se tornam melhores amigos
Não é de hoje aparecer notícias sobre amizades inesperadas no Reino Animal. A de Anzac e Peggy pode ser considerada uma das mais adoráveis e diferentes.
Ambos foram resgatados na Austrália após ficarem órfãos para que não fossem machucados ou até mortos por predadores. No centro de acolhimento onde foram tratados se conheceram e, segundo os cuidadores dos dois, a amizade entre essas espécies diferentes substitui a falta que os pais fazem.
Anzac e Peggy não desgrudam um do outro e o que impressiona no relacionamento dos dois não é o fato de serem de espécies diferentes, mas sim a gentileza e carinho com os quais se tratam. É muito amor, não é mesmo?
Alguns seres humanos deveriam tirar lições com Anzac e Peggy sobre como aceitar, rspeitar e amar quem é diferente. Esse tipo de atitude infelizmente está em falta.

Conviver com animais melhora a saúde, aponta pesquisa




A vida anda sem graça? Adotar um pet pode mudar essa situação


Um estudo liderado pela pesquisadora Erika Friedmann sugere que a convivência com animais melhora a saúde humana. De acordo com os resultados, compartilhar o dia-dia com algumas espécies, como cães, melhoram a saúde cardiovascular, a resistência ao estresse, os vínculos sociais e a longevidade dos donos.

Uma das justificativas apontadas pela pesquisadora está no foco da atenção dada às tarefas dos bichinhos, assim como o elo criado entre a pessoa e o animal. No caso dos idosos, a convivência com cães, por exemplo, melhora a pressão arterial, colesterol e triglicerídeos, uma vez que existe a necessidade de levar os animais para passear.

Nos adultos, o fim de uma fase solitária também é outra justificativa para a melhora no quadro clínico de diversas pessoas após passar a conviver com animais de estimação.

Erika afirma que os idosos que possuem animais de estimação mostram significativamente menos insatisfação com seu estado social, físico e emocional. Porém, para as crianças, estar em contato com um animal contribui no despertar de um lado sensível e carinhoso, um aliado para o equilíbrio emocional futuro.

Para muitas pessoas, os resultados da pesquisa liderada por Friedmann são testados na prática, uma vez que não se veem sem um bichinho de estimação em casa. No entanto, para aqueles que têm dúvidas sobre ter ou não um animalzinho, eis aí mais uma motivação científica para adquirir um pet e ser ainda mais feliz.


PETMAG

Ativistas pedem o fim da exploração de animais em circos no Brasil

Global Filming Project Best Of 03
Pelo fim da utilização de animais em espetáculos circenses, ativistas defensores dos animais cobraram na praça Antônio João a urgência na votação do projeto de lei 7291/06 que contempla a causa. O assunto pode entrar em pauta no Congresso Nacional e como forma de sensibilizar os parlamentares a aprovar a proposta, a cidade de Dourados (MS) entrou na luta e passou a cobrar agilidade no projeto, que está parado há 8 anos.
Através de leis estaduais, dez estados brasileiros já proibiram a participação de animais em apresentações (Alagoas, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Espírito Santo) e esta lei federal, se aprovada, viria proibir a utilização de animais em todo o país. A advogada Rosalina de Souza Santos coordena uma equipe de defesa dos animais na cidade. De acordo com ela, já está mais do que entendido que o público não quer animais em circos. “Por isso decidimos vir à praça, para cobrar celeridade das nossas autoridades sobre a aprovação do projeto de lei”, justifica.
O grupo coordenado por Rosalina é atuante na cidade pela defesa dos animais e agora une esforços com vários grupos de ativistas do país. O que chama a atenção em Dourados é a participação de empresários na luta pela causa, bem como de jovens. A estudante de Direito Ana Clara estava em companhia de vários colegas de sala de aula. Segundo ela, da mesma forma que os seres humanos têm direito, os animais também têm. “Por isso estamos aqui na praça para ser a voz dos animais e cobrar o direito deles”, disse a protetora.
Foto: Flávio Verão
Foto: Flávio Verão
A colega dela, Ana Paula Brito, também estudante de direito, chama a atenção aos maus-tratos contra os animais. “Esta na hora do governo assumir a responsabilidade pela defesa dos animais. Sabemos que há casos de abandonos, maus-tratos e a própria população também deve colaborar nessa causa”, pontua.
No caso de circos, defensores chamam a atenção ao fato dos animais serem retirados de seus habitats, tratados muitas vezes de forma cruel e serem disponibilizados em picadeiros para fazer ‘graça’ às pessoas, muito embora isso não aconteça, e que a presença desses animais não traz nenhuma proposta pedagógica para as crianças. “Os animais têm direito constitucional assegurado pela Constituição Federal de 1988, Art. 225, parágrafo 1º, inciso VII, visando proteger na forma de lei práticas que submetam os animais a crueldade”, explica a advogada Rosalina.
Além disso, o Brasil aderiu em 2008 à declaração internacional que promove o bem-estar animal, do Panamá, onde determina que todos os países membros reconheçam que os animais tem habilidade de sentir, e, portanto, podem sofrer e devem ser protegidos de qualquer sofrimento.
Ações
Em Dourados o grupo de defensores quer mobilizar a sociedade a cobrar o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara dos Deputados, de forma que ele coloque na pauta de votação o projeto de lei 7291/06. Ativistas também se mobilizam para fazer essa cobrança pelo facebook dele – “Deputado Henrique Eduardo Alves”. Além dessa ação, os ativistas de Dourados lutam por duas propostas locais: a implantação do cavalo de lata (espécie de triciclo em substituição a carroças) e a construção de um hospital público para animais no município.

Em Recife (PE), projeto de lei proíbe uso de coleiras de choque em cães


Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
A Câmara Municipal do Recife vota, na tarde desta terça-feira, o projeto de lei número 400/2013 que proíbe o uso de coleiras de choque em cães. A iniciativa, de autoria do vereador Eriberto Rafael (PTC), prevê ao infrator o recolhimento imediato do animal para um abrigo público ou local similar, além do pagamento de multa no valor de R$ 1 mil.
O projeto foi aprovado pelas comissões de Legislação e Justiça e de Finanças e Orçamento da casa. Para os efeitos do projeto de lei, considera-se de choque, eletrônico ou de eletricidade estática, toda coleira que emita descarga elétrica acionada por controle remoto ou automaticamente, com a finalidade de controlar o comportamento dos cães.
Segundo o vereador, o projeto de lei tomou como base o Código Municipal de Saúde. O artigo 123 da Lei 16.004/95 indica que os animais não poderão sofrer maus-tratos de espécie alguma por parte de seus proprietários, possuidores ou terceiros, constituindo tal prática infração passível de sanção prevista neste Código para falta grave.
“Devemos impedir qualquer forma de abuso praticado contra os animais de modo a estimular outras formas de adestramento e controle, sem a utilização de métodos cruéis. Coleiras eletrônicas controlam cachorros fazendo uso da dor e do medo”, defende.
Fonte: Olhar Animal