Câmara aprova tornar crime violência física ou mental contra cães e gatos



Quem matar esses animais poderá ser condenado de 1 a 3 anos de detenção.

A pena para quem abandonar cães e gatos será de 3 meses a 1 ano.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (20) projeto de lei que torna crime atentar contra a “integridade física ou mental” de cães e gatos. Pela proposta, que segue para análise do Senado, a pena para quem matar algum desses animais será de 1 a 3 anos de detenção.

Atualmente, a legislação pune com detenção de três meses a um ano quem comete maus-tratos, fere, ou mutila qualquer tipo de animal. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a violência provocar a morte do bicho. Não há hoje tipo penal específico para agressão a cachorro e gato.

O projeto aprovado pela Câmara aumenta a punição para violência contra esses dois animais. A pena prevista de até 3 anos para quem mata cães e gatos pode ser aumentada, conforme a proposta, em um terço se o crime for cometido com emprego de veneno, fogo, asfixia, espancamento, arrastadura, tortura ou outro meio cruel.

O texto ressalva que não será considerado crime a morte por eutanásia, que no projeto é definida como a “abreviação da vida de um animal em processo agônico e irreversível, sem dor nem sofrimento, de forma controlada e assistida”.

A proposta também torna crime o abandono de cães e gatos, com pena de detenção de 3 meses a um ano. “Entende-se por abandono deixar cão ou gato, de que detém a propriedade, posse ou guarda, ou que está sob seu cuidado, vigilância ou autoridade, desamparado e entregue à própria sorte em vias e logradouros públicos ou propriedades privadas”, diz o projeto.

Já quem promover luta entre cães poderá ser condenado a reclusão de 3 a 5 anos. O texto também prevê pena de 3 meses a 1 anos para quem expor a perigo a “vida, saúde e integridade” de gatos e cães.

O projeto prevê que as penas se aplicam em dobro, em cada uma dessas modalidades, quando para a execução do crime se reúnem mais de duas pessoas ou quando cometido pelo proprietário ou responsável pelo animal.

Autor do projeto, o deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP) afirmou que o texto atende às reivindicações da sociedade, que, segundo ele, deseja punições mais severas para quem agride animais.

“São seres indefesos, dependentes do homem, posto que não mais se inserem nos ecossistemas, no meio ambiente natural. Tal condição impõe ao homem o dever de tutelá-los e protegê-los”, afirmou. Ele destacou ainda que quem pratica violência contra animais tende a agredir seres humanos também.

“É comprovado que pessoas que agridem animais também atentam contra a integridade física ou a vida de pessoas. Há correlação. O início da prática e o desprezo pela vida do outro se inicia na agressão contra os indefesos”, disse Tripoli, na justificativa do projeto.

Já o deputado Valdir Colatto (PMDB-SC) classificou de “loucura” a Câmara aprovar a proposta. Seria preciso usar o Maracanã para colocar as pessoas que agem contra cães e gatos.


Cães são mortos cruelmente e servidos em lanchonete no Rio de Janeiro



Uma investigação do Ministério Público de Trabalho sobre um esquema de exploração de imigrantes chineses, divulgada à imprensa neste sábado (12), expôs crimes cruéis cometidos também contra animais.

Segundo informações obtidas pelo O Globo, uma lanchonete no Rio de Janeiro vendia pasteis e outros salgados recheados com carne de cachorro. Os animais eram recolhidos nas ruas da Zona Norte e mortos a pauladas.

Contra as pessoas e animais

Em declaração ao jornal, a procuradora Guadalupe Louro Couto relembrou o flagrante e disse que toda equipe de fiscalização ficou horrorizada. “Já vi muita coisa ruim, principalmente em trabalhos que realizei em fazendas do Mato Grosso. Mas o que encontrei naquela pastelaria foi o pior de tudo”.

“Para começar, havia uma cela, como se fosse uma cadeia, com grades e cadeado, montada dentro da lanchonete, onde o trabalhador ficava encarcerado. Além disso, ele convivia com o cheiro dos cachorros mortos, que ficavam ao lado dele”, contou. “Eu não aguentei. Quando senti o cheiro, comecei a passar mal e pedi para sair do estabelecimento. Ao abrimos as caixas de isopor, vimos os cachorros congelados. Ficamos perplexos. Foram vários os crimes cometidos ali”.

Trabalho escravo

O imigrante mantido no local foi inserido em um programa de proteção a testemunhas. A vítima era obrigada a trabalhar de graça das 5:30 às 23, todos os dias. E era agredida com queimaduras de cigarros, pauladas e chibatadas.

O jovem chinês teria recebido uma proposta salarial de R$ 2.000 para trabalhar no Brasil. A moradia e alimentação seriam pagas pelo empregador. Ao desembarcar no Aeroporto Galeão-Tom Jobim, todavia, teve os seus documentos confiscados e foi informado que trabalharia sem receber por 3 anos para repor o preço da passagem.

O caso é semelhante a outros investigados pelo Ministério Público do Trabalho. Dos três inquéritos abertos desde 2013 e encaminhados à Justiça Federal, um está concluído e dois em andamento. As indenizações às vítimas do esquema totalizam cerca de R$ 200 mil. 

Prisão

Van Ruilonc, de 32 anos, era dono do estabelecimento onde os cães eram mortos e foi condenado a 8 anos e 6 meses de prisão por tortura qualificada e crime de redução a condição análoga à de escravo. Ele já cumpre pena no Complexo do Gericinó.

Apesar de negar inicialmente, o comerciante admitiu saber que o abate de cães é ilegal no Brasil, mas disse que a prática é comum em propriedades chinesas do Rio de Janeiro.

O seu estabelecimento ficava no bairro Parada de Lucas.

11 razões pelas quais seu amor por gatos te faz mais feliz e mais saudável

Fãs de felinos, alegrai-vos: o gato não é só uma bola peluda e fofinha – ele também faz muito bem para sua saúde.
Mesmo os que preferem cachorros não podem negar os benefícios de cuidar de um amigo peludo de qualquer espécie. A ciência mostra que bichos domésticos podem ajudar a prevenir alergias em crianças, a evitar infecções respiratórias, a melhorar o humor e a dar um gás na auto-estima.
Se você é uma louca dos gatos ou um cara pronto para anunciar em público sua paixão por seu amigo felino, prepare-se para comemorar os muitos prós de ser tutor de um gato – sem qualquer estereótipo negativo.
Eis 11 razões pelas quais deveríamos apreciar a presença dos gatinhos em nossas vidas.
Eles fazem bem para o coração.
Segundo um estudo de 2008 de pesquisadores da Universidade de Minnesota, tutores de gatos têm menor probabilidade de morrer de ataque do coração. Monitorando quase 4 500 pessoas (três de cada cinco participantes tinham gato) durante dez anos, os pesquisadores determinaram que os tutores de gato tinham 30% menos chances de morrer de ataque do coração em comparação com quem não tinha gatos. Uma continuação do estudo, em 2009 mostrou que ter um gato estava associado a menor risco de morte por doenças cardiovasculares, incluindo derrames.
Eles praticamente inventaram o cochilo.
Os gatos não só dão valor ao sono como são uma graça quando estão dormindo! Estudos mostram que uma soneca no meio do dia faz maravilhas para o estado de alerta, a memória, a criatividade, a produtividade e o humor em geral. Então, se você não quer cochilar sozinho, agarre seu gatinho e tire um descanso de 20 minutos hoje.
Eles não se abalam com os fracassos.
Gatos podem cair quantas vezes for necessário, mas se levantam e tentam de novo.
Eles têm um espírito resiliente e provavelmente sabem melhor que nós que cometer um ou outro erro não significa que sejamos incapazes de alcançar o sucesso que almejamos a longo prazo. Não é à toa que eles têm sete vidas.
O ronronar acalma os nervos.
Estudos mostram que o ronronar dos gatos ajuda a baixar o estresse e a pressão arterial dos tutores. Além disso, os gatos ronronam em vibrações que vão de 20 a 140 hertz, uma frequência que ajudaria na cura de várias doenças, segundo a Scientific American. Como se você precisasse de mais motivos para fazer carinho atrás da orelha do seu gatinho!
Eles vivem no presente.
Eles levam vidas muito menos estressadas que seus amigos humanos, é verdade, mas isso não diminui o crédito que eles merecem por ficar completamente parados, às vezes por horas, apreciando o momento presente. Do beiral da janeira ou do alto de uma estante, eles assistem a vida acontecer, tranquilos e serenos. Nós também podemos aproveitar os benefícios da meditação, caso sigamos o exemplo dos gatos.
Eles te matam de rir.
Qualquer tutor de gato vai te dizer que eles são uma graça – e muito engraçados. É impossível não rir (às vezes à custa dele) e depois tirar proveito desses acessos de riso.
No ano passado, pesquisadores da Universidade Loma Linda, na Califórnia, descobriram que assistir a 20 minutos de vídeos engraçados reduziu substancialmente os níveis de cortisol e melhorou a memória de curto prazo dos participantes da pesquisa.
Outras pesquisas associam as gargalhadas a um coração e um sistema imunológico mais fortes.
Eles nos ensinam a pensar estrategicamente.
Diferentemente dos cães, que não perdem uma oportunidade de correr para a porta, perseguir uma bola de tênis ou devorar qualquer comida que vejam pela frente, os gatos tendem a ser mais seletivos.
Eles observam com cuidado, pensam e refletem à distância antes de decidir se um determinado evento realmente merece sua atenção. Eles são ainda mais cuidadosos quando escalam móveis — e escolhem o melhor caminho para descer lá do alto.
Eles são pensativos, estratégicos e deliberados – todas características que seus tutores apreciam e esperam emular em suas vidas.
Eles podem ajudar os autistas a se comunicar.
Crianças e adultos autistas às vezes têm dificuldades para se comunicar com o mundo à sua volta. Mas a terapia com animais domésticos tem-se provado uma ferramenta útil.
Muitos autistas sentem uma conexão mais forte com animais que com outras pessoas. Um estudo francês de 2012 observou 40 crianças autistas e seus bichos e descobriu que elas ficavam mais calmas e socializavam com mais facilidade do que aquelas que não tinham animais em casa.
Eles associaram esse comportamento a uma produção maior do hormônio oxitocina. Esse hormônio, cuja produção pode ser disparada pelo ato de fazer carinho nos bichos, aumenta as sensações de confiança e amor.
Iris Grace Halmshaw, a menina de 5 anos da foto acima, foi diagnosticada com autismo em 2011. Sua gata Thula a ajudou a ter confiança suficiente para falar com os outros, além de servir de inspiração para pintar – outro componente da terapia.
Eles te ajudam no combate à depressão.
Acariciar um gato no seu colo não ajuda somente a aliviar o estresse. Essa companhia também melhora o humor e funciona como uma distração positiva para quem luta contra a depressão.
Além de companhia, os bichanos ajudam a estabelecer rotina, responsabilidade e atividade social em dias que talvez não contassem com esses componentes.
Todos os animais domésticos podem ajudar no combate à depressão, mas os gatos são especialmente calmos e pacíficos.
Essas características podem ser contagiosas, o que é importante para os tutores que sofrem de doenças mentais.
Eles sabem que não há problema em perder o controle de vez em quando.
Os gatos são conhecidos por seus comportamento calmo e reservado, mas não têm medo de perder o controle – físico e emocional – quando lhes dá na telha. E esse tipo de expressão também pode ajudar seus tutores.
Um estudo de 2012 da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard descobriu que reprimir emoções negativas pode ser tóxico para o corpo, aumentando o risco de morte por doenças cardíacas e alguns tipos de câncer.
Psicólogos também descobriram que emoções negativas como tristeza, ansiedade, raiva e culpa podem ser positivas se a pessoa se permitir vivenciar completamente o que estiver sentindo.
Eles destroem sensações de solidão com seu amor incondicional.
Até mesmo os Centros de Prevenção e Controle de Doenças reconhecem que um dos grandes benefícios dos bichos é sua capacidade de aliviar nossa solidão.
Eles costumam ser os melhores ouvintes que podemos querer no fim de um dia cansativo. A cara que eles fazem quando chegamos em casa nos lembra que sempre tem alguém feliz de nos ver.
Segundo pesquisadores da Universidades de Miami e da Universidade de Saint Louis, animais domésticos satisfazem as necessidades sociais dos seus tutores tão bem quanto outros humanos.
Fonte: Brasil Post

Conheça 10 razões principais para manter o seu gato em casa



Alguns tutores sabem que manter o seu gato dentro de portas é o mais seguro, embora outros não gostem de negar a liberdade que pode existir lá fora. Para quem acredita que o seu gato deve ser deixado em liberdade, sem restrição alguma, considere os seguintes motivos para escolher manter o seu gato dentro de casa.

1. Estará atento a problemas urinários e de saúde intestinal

Quando os gatos se habituam a fazer as necessidades fora de casa, e não há caixa de areia, não será possível perceber se existe algum problema, como o gato ter necessidade de urinar ou defecar com dificuldade. Muitos gatos sofrem de infeções urinárias, e não conseguem urinar porque o trato urinário fica bloqueado. Ao observar a dificuldade de urinar ou defecar ou encontrar muco ou sangue nas fezes ou na urina, será um grande alerta de que algo se passa com o seu amigo.

2. Um gato de interior está mais protegido de muitas doenças mortais

Os gatos que andam fora de casa, muitas vezes contraem parasitas e doenças bem sérias que apenas apanham se estiverem em contacto com outros gatos, ou andarem na rua. Por exemplo:

FeLV (Leucemia Felina) – doença mortal

PIF (Peritonite Infeciosa Felina) – doença imune mortal

Panleucopenia (Cinomose Felina) – sintomas semelhantes ao envenenamento com taxa de mortalidade de 80%

FIV (Imunodeficiência Felina) – doença mortal

Zoonoses (doenças animais transmissíveis aos humanos)

Sarna (Ácaros) – o seu gato pode trazer para casa ácaros nas orelhas que podem ser a causa de doenças perigosas

Pouco mencionado, mas os gatos também sofrem de câncer de pele devido à sobre-exposição solar. Os gatos de pelagem clara podem desenvolver carcinoma, que é uma doença bem séria.

3. O seu gato não será atropelado

Todos os anos há mais gatos mortos por atropelamento do que eutanasiados. Por muito cuidado que tenha, nem um condutor mais prudente consegue evitar um atropelamento de um gato que lhe passe a correr à frente.

4. Estão protegidos de cães e de animais selvagens

Os gatos de rua estão sujeitos aos perigos dos predadores selvagens, como as aves de rapina. Matilhas de cães ou cães de maior porte podem ver um gato como uma presa, e atacá-lo; afinal o instinto pode falar mais alto. Um gato nestas situações não tem muita hipótese de defesa, especialmente se tiver com as unhas aparadas.

5. O seu gato não será maltratado ou envenenado

Pessoas que não gostam de gatos não toleram que o gato do vizinho use o seu jardim como caixa de areia, podendo oferecer alimentos envenenados, atirar com objetos, e matar ou magoar seriamente o seu amigo felino. Um gato em casa está seguro e livre de más pessoas. Os gatos na rua são alvos fáceis para más pessoas, especialmente para pessoas que odeiam gatos.

6. Não se ferem em lutas

Os gatos são animais territoriais, e defendem o seu território, por vezes até à morte… Este tipo de lutas resultam normalmente em ferimentos graves, por vezes mortais. Estas lutas são fontes de contágio de doenças mortais como a Imunodeficiência Felina devido às ferradelas de outros gatos, que já sofrem desta doença.

7. Os gatos dentro de casa também podem fazer exercício

Os gatos são animais que necessitam de exercício, por isso, é importante mantê-los ativos, dispondo brinquedos, arranhadores, ginásios, e lhes dar sempre atenção com brincadeiras como cordéis a arrastar pelo chão ou fios com penas, brinquedos recheados de erva gatária (catnip) para lhes despertar o interesse. Isto tudo é bem melhor do que fugir de cães, ou lutar com outros gatos. No entanto, poderá habituar o seu gato a passear de guia na rua.

8. Não são uma ameaça para a vida selvagem

A realidade é que os gatos são animais predadores, e que perseguem ratos, pássaros, e outra vida selvagem de menor porte. Ninguém gosta de ver o seu gato como um predador, especialmente quando ele trás para casa um passarinho morto como presente. Desta forma ajudará a proteger um bocadinho a vida selvagem.

9. Não se perdem ou são raptados

Ao fazer o reconhecimento do seu território, o seu gato pode perder-se e ser levado por outra pessoa que lhe achou graça, ou até pelo gatil. Mesmo que tenha coleira, esta pode sempre rebentar, ou não ter identificação. Um gato com microchip não tem a garantia que não possa ser adotado por outra pessoa que o encontre. Então porquê arriscar?

10. Não morrem de frio no inverno

Os gatos sofrem muito com o frio, e uma tempestade, ou baixa de temperatura repentina pode levar à morte por hipotermia, especialmente à noite. Proteja o seu felino!

Fonte: Ronronar

Animais podem ser resgatados de maus-tratos sem mandado judicial



É muito comum nas nossas cidades nos depararmos com aquela cena do vizinho que se muda ou se ausenta por longo período e deixa seu pobre e indefeso cão condenado à própria sorte, sob o frio e chuva, sem água e nem comida. Comovidos com a dor e sofrimento diário do animal, a vizinhança e transeuntes tentam alimentá-lo, já outros denunciam o abandono à polícia ou desabafam nas redes sociais.

Temendo a questão legal da inviolabilidade do domicílio alheio, a maioria das pessoas refutam a ideia de promover o pronto e imediato resgate do animal. Esperam por uma providência do Poder Público, tentam contactar o dono do imóvel ou algum parente conhecido que tenha autorização de lá ingressar sem problemas. Enquanto isso, os maus-tratos vão devorando a saúde do cão que, debilitado, parece sucumbir à negligência de seu tutor.

Acontece que a regra da inviolabilidade do domicílio, assim como qualquer outra disposta nas nossas leis vigentes, não é absoluta. A própria Constituição Federal é clara ao proclamar que a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito. Igualmente, o Código Penal, após tipificar o delito de violação de domicílio, faz a ressalva de que não constitui crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências a qualquer hora do dia ou da noite, quando algum crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser.

Acertadamente, nossa legislação não elegeu quais infrações penais seriam autorizativas da invasão do domicílio alheio, foi genérica e abrangente. Aí, naturalmente, incluindo os delitos derivados de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, fauna e flora, como, p. Ex., o crime da prática de ato de abuso, maus-tratos, ferimento ou mutilação de animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos – Art. 32, da Lei 9.605/98.

Para quem não é acostumado ao juridiquês, bom ressaltar que o crime do Art. 32 da Lei de Crimes Ambientais possui elementar que pode perfeitamente classificá-lo como crime omissivo permanente, qual seja, “maus-tratos”. O Dicionário Priberam Eletrônico assim define maus-tratos: “conjunto de ações ou comportamentos infligidos a outrem e que colocam em perigo a sua saúde ou integridade física e que constitui delito (pode incluir trabalho impróprio ou excessivo, castigos físicos ou outras punições, alimentação insuficiente, negligência nos cuidados de saúde etc)”. Assim, em síntese, enquanto não cessada a omissão e negligência do tutor do animal em situação de grave e periclitante abandono, o crime se protrai no tempo, podendo o sujeito ativo do delito receber voz de prisão em flagrante a qualquer momento, cessando a consumação do crime.

O Código de Processo Penal também chancela a conduta de resgate do animal vítima de maus-tratos, na modalidade omissiva permanente. Prescrevendo que qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito. Ao arremate, esclarece esse Diploma que nas infrações permanentes, entende-se o agente em flagrante delito enquanto não cessar a permanência (Art. 303).

Em conclusão, a garantia (não-absoluta e flexível) da inviolabilidade do domicílio fica condicionada ao atendimento das leis do País, abrangido o respeito, amor e dedicação aos animais e suas necessidades básicas de uma existência digna.

Caso contrário, o flagrante delito contra o meio ambiente deverá ser contido por pessoa, entidade ou órgão habilitado a promover o resgate do animal, sem excessos, lavrando-se, ato contínuo,a ocorrência policial, para responsabilização civil, penal e administrativa do agente descuidado.

Fonte: Juiz de Fora Segura

Paulistanos dão nova chance a cães com histórico agressivo

Cláudia e Lex: ele matou a antiga dona, com quem viveu por uma década (Foto: Ricardo D’Angelo)


No último dia 12, o comerciante Itamir da Silva pulou o muro da casa da mãe, na Vila Maria, na Zona Norte. Queria saber como ela estava, pois não dava notícias fazia algum tempo. Acabou sendo morto pelos sete SRDs (quatro deles mestiços de pit bull) da idosa, que havia falecido de causas naturais. “Os cães não comiam fazia dias e estavam estressados”, conta o delegado José Antônio do Nascimento. Um deles foi baleado por um PM durante a ação de salvamento do rapaz e outro morto no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) por ter problemas graves de saúde. Os cinco restantes passam agora por um processo de ressocialização e poderão estar disponíveis para adoção em breve. Mas quem toparia uma missão dessas?

Por incrível que pareça, alguns tutores aceitam animais com histórico agressivo, sem grandes dramas. A corretora de imóveis Cláudia Pequeno faz parte dessa turma. Ela assumiu o risco de cuidar do pit bull Lex que, em 2013, matou a farmacêutica Bárbara de Oliveira, de 35 anos, sua tutora desde que ele era filhote, com quem tinha boa relação. A vítima estava sozinha com o cão na casa em Itapira, interior de São Paulo. Não se sabe o motivo do ataque. Lex, de 12 anos, foi parar primeiro no CCZ local e em seguida em um abrigo.

Após quatro meses, Cláudia, atenta ao caso desde o início, percebeu que o animal não estava sendo bem tratado e levou-o para morar em um hotelzinho em Cotia, onde vive até hoje. Por causa de uma doença, encontra-se quase cego. Todos os fins de semana, a protetora vai visitá-lo e também a Snow, outro pit bull em situação parecida, ajudado pela moça desde 2009. Ele atacou sua antiga tutora, mordeu um vizinho e, por isso, levou dois tiros. Sobreviveu e hoje tem pouco contato com humanos por ser bravo. “Só não levo para casa porque não tenho espaço”, afirma Cláudia. “Quis salvá-los para evitar que fossem mortos ou maltratados.”

O gerente comercial André Coelho e a advogada Thaís Petinelli também escolheram deixar para trás o passado de Luna, de 4 anos, mistura de lhasa apso e maltês. Ela teria mordido seu antigo dono no rosto, que precisou levar sete pontos e resolveu se livrar da mascote há quase um ano. Luna se mostra carinhosa, mas continua temperamental. Chegou a atacar a faxineira e o próprio Coelho em situações de stress. Entretanto, não causou grandes danos. “Nesses casos, é preciso ter paciência”, diz Coelho. “Ela deve ter sido maltratada e, por isso, possui traumas.”

A empresária Ana Cecília von Gal é “mãe” de dois cães de passado violento, a rottweiler Danka, que matou um pit bull após uma invasão em um terreno abandonado onde vivia, e o também pit bull Seu Jorge, que ajudaria a treinar cães de rinha. “Sempre confiei neles”, garante Ana. A dupla veio do grupo Pitcão, da cardiologista Patricia Cancellara, responsável pela doação de mais de 300 cachorros. “Cuido de animais de grande porte que sofrem preconceito”, conta. “Eles são apenas reflexo de sua criação.”

O adestrador José Reis, do centro de comportamento animal Floresta dos Cães, em Cotia, ressocializa cães agressivos. Hoje, trata de trinta deles nesse processo, que dura até oito meses. “Acredito que 99% dos cachorros têm solução, mas precisam morar com as pessoas certas, cientes das necessidades de cada raça”, afirma.

Fonte: Veja SP

Crueldade animal será considerada “crime contra a sociedade” pelo FBI

A partir de 2016, as pessoas que cometerem atos de maus-tratos contra os animais serão agrupadas na mesma categoria dos assassinos nos Estados Unidos. O FBI anunciou esta semana que o abuso de animais receberá uma nova categorização, sendo tipificado como “crime contra a sociedade”.

Essa nova categorização provavelmente ajudará as leis a favor dos animais e será uma melhor forma de rastrear os crimes de crueldade animal, já que atualmente eles são colocados na categoria “outros”, dificultando o rastreamento.

Estudos mostram que crianças que torturam ou matam animais podem repetir essa violência contra as pessoas quando crescerem. Sendo assim, enquadrar os crimes contra animais no mesmo nível de assassinatos é uma forma de agir com mais rigor contra quem maltrata animais e, indiretamente, impedir que essa pessoa aja com violência contra algum ser humano.

O diretor de aplicação da lei para o Monmouth County SPCA, Victor “Buddy” Amato, afirmou que o FBI está caminhando para um próximo nível e que as pessoas estão levando o combate à crueldade animal mais a sério. “Um crime violento, e se não for controlado, leva a coisas maiores”, disse.

Estudos comprovam

Segundo estudos do FBI cerca de 80% dos psicopatas começam seus crimes cometendo abusos contra os animais. Como já foi mostrado pela jornalista colaboradora da ANDA Fátima Chuecco na série “Matadores de Animais”, que aborda o universo dos serial killers, são inúmeros os exemplos, dentre eles o conhecido Caso Dalva, no Brasil, e casos como o dos assassinos Edmund Kemper e Edward Leonski, dos Estados Unidos.

Dalva Lima da Silva viveu 10 anos de sua vida se passando por protetora de animais, durante esse tempo, os matou fazendo uso de injeção letal, até que, em 2012, foi pega em flagrante, tentando se desfazer dos corpos de 37 cães e gatos. O laudo pericial atestou que todos os animais estavam saudáveis, inclusive uma cadela que teve sua região peitoral perfurada 18 vezes em uma tentativa cruel de localizar o coração para injetar o líquido que a mataria de forma extremamente dolorosa.

Edmund Kemper foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato de oito mulheres, dentre elas, sua avó. No entanto, antes de começar a matar pessoas, ele já praticava atos de extrema crueldade contra os animais, decapitando gatos e atirando em pássaros quando tinha apenas 13 anos de idade. Já Edward Leonski foi condenado à forca, em 1942, por ter estrangulado três mulheres, crimes justificados por ele como uma forma de conseguir as vozes delas. Mas, assim como Kemper, ele também treinou seus atos de psicopatia em animais, utilizando agulhas para cegar pássaros na infância, ato que poder ter ligação com o canto das aves.

De acordo com a jornalista Fátima Chuecco, os alvos prediletos dos psicopatas são “criaturas frágeis, ingênuas, indefesas, fáceis de enganar, capturar e manter sob seu domínio – e os animais se enquadram em todos os itens, assim como as crianças, mulheres e idosos que, numa segunda etapa da vida de um psicopata, podem se tornar seus alvos”. Sendo assim, é preciso olhar para essa questão de outra forma, tendo consciência da necessidade de punir severamente quem comete abusos contra animais e, além disso, ver essa punição como uma prevenção que impede posteriores vítimas humanas.

Cachorrinha desmaia de emoção ao rever a tutora após dois anos

(Foto: YouTube)
Casey, uma cachorra da raça Schnauzer, passou mal ao reencontrar a tutora após dois anos. O animal chorou, gritou e até desmaiou ao rever Rebecca Ehalt, uma norte-americana do estado da Pensilvânia. A moça passou dois anos na Europa para estudar e não pode levar o animal consigo. O vídeo do reencontro entre Casey e Rebecca é um sucesso na internet, com mais de 17 milhões de visualizações.

O vídeo mostra a reação emocionada da cachorra ao reencontrar a estudante. Inicialmente, ela fica eufórica e chora. De repente, Casey desmaia de tanta alegria por ter sua tutora de volta em casa. No final do vídeo, o animal está mais tranquilo, já no colo da tutora. Levada para o veterinário por precaução, a cachorrinha passa bem.