Alimentos que seu cãozinho NÃO deve comer!

Fique atento aos alimentos que não podem ser ingeridos. Fonte: Flickr.
Fique atento aos alimentos que não podem ser ingeridos. Fonte: Flickr.

É bem difícil não mimar nossos melhores amigos de vez em quando não é mesmo? Além da ração, fazemos exceções e damos um pedaço de carne aqui, um outro petisquinho ali e por ai vai. No entanto, é preciso saber que nem todo o tipo de alimento pode ser ingerido pelos cães justamente por serem tóxicos.




Por isso, preste bastante atenção na lista abaixo para não cometer nenhum erro e prejudicar a saúde do seu melhor amigo. Lembre-se também que a ração é o alimento mais adequado para o seu pet. Mas um mimo de vez em quando, não faz mal algum.


Chocolate

Esse é um dos mais conhecidos alimentos que jamais devem entrar na boca de cachorros. O que acontece é que o chocolate possui uma substância muito tóxica para os cães conhecida como Teobromina.
Quanto mais escuro o chocolate, maior o nível dessa substância. Em outras palavras, chocolate não passa de um veneno para nossos melhores amigos. No entanto os sintomas só aparecem se o cão ingeriu mais de 45mg por quilo de peso.
Outro aviso importante, uma vez ingerida essa quantidade, não há medicamento ou tratamento que reverta a overdose de Teobromina. Por isso, nada de chocolate.


Café, chá e refrigerantes de cola
Muita cafeína pode ser fatal para o seu melhor amigo. Se ele ingerir mais de 63 mg por quilo de peso, é melhor levá-lo a um veterinário. Rápido.
Além disso o café contém um componente chamado Xantina que pode causa danos no sistema nervoso e urinário do seu cão além de ser um estimulante cardíaco.


Abacate

Essa fruta possui uma substância chamada Persina, ela não é fatal, mas causa desarranjo gastro-intestinal e as consequências não são as mais agradáveis.


Cebola e alho

Pode causar anemia, icterícia e sangue na urina. Isso se dá porque esses alimentos possuem Dissulfeto de N-Propril que altera a hemoglobina e destrói os glóbulos vermelhos no sangue. Pode ser fatal se não receber tratamento. Caso o diagnóstico seja feito, a única maneira de reverter o quadro é através de uma transfusão de sangue.


Uva e uva-passa

Dar uvas para o seu cachorro não apresenta tanto risco quanto dar chocolate. No entanto, não exagere na quantidade. Existem casos de cães que morreram por reações tóxicas advindas da ingestão de grandes quantidades de uvas. Não conseguiram identificar que substância da fruta causa a intoxicação, contudo, é responsável por causar problemas renais no cão.


Macadâmia

A ingestão dessa noz raramente causa o óbito do cão, no entanto seus sintomas (Vômito, tremores, dores abdominais, confusão mental e problemas nas juntas) não são nada agradáveis.


Pele de batata e batata

Não há problema algum em dar um pedaço de batata crua ou da pele para o seu cão comer, desde que a mesma não esteja verde. Caso o contrário, ela possui uma substância chamada Solanina, que pode ser tóxica mesmo se ingerida em pequenas quantidades.


Massa crua de pão e bolo

O fermento dentro da massa pode crescer dentro do estômago do cão causando dores fortes e no pior dos casos, ruptura do intestino.


Doces dietéticos
Se o produto tem Xilitol então nem pense em deixá-los perto do seu pet. Essa substância pode causar danos hepáticos em cães sensíveis e pode até matá-los. Por isso, nada de balinhas e biscotinhos dietéticos.


Comidas gordurosas

“Posso dar um pedaço de pizza pro meu cachorro?” Nem pensar! Os alimentos gordurosos, como a pizza, podem dar pancreatite no seu cãozinho e eventualmente matá-lo. Essas comidas causam um desarranjo gastro-intestinal muito severo nos cães.


Bebidas Alcoólicas

Na maioria das vezes as bebidas alcoólicas possuem sabor doce e isso é um prato cheio para os cães. Fique atento ao final de toda a festa para ver se não há nenhuma garrafa ou lata ainda cheia pelo lugar. Se seu cão ingerir o conteúdo, pode ter uma intoxicação séria e no pior do casos, até morrer.

Fique atento aos sintomas: Descoordenação, excitação, depressão, respiração lenta, urinar excessivamente e ataques cardíacos.



PetMag

Pets recolhidos das ruas precisam de cuidados especiais




Muito carinho, cuidado e dedicação. Fonte: Flickr.
Muito carinho, cuidado e dedicação. Fonte: Flickr

Adotar animais de rua é uma atitude muito bonita, mas é preciso atenção veterinária antes de colocá-lo em contato com outros pets e alimentação adequada para suprir as necessidades ou reverter a desnutrição 

Apesar de ser considerado crime, muitos cães e gatos ainda são vítimas de violência e desamparo. No Brasil, a estimativa é que existam 30 milhões de pet abandonados pelas ruas, segundo a Organização Mundial da Saúde. Para quem comete o delito de maus-tratos ao animal é aplicado a Lei Federal nº 9.605 de 1988 (Lei de Crimes Ambientais). Já o crime de abandono de animais está inserido no Art. 164 do Código Penal. A pena pode ser multa ou detenção de 15 dias a seis meses.


Embora o cenário ainda seja desfavorável para muitos deles, principalmente, por falta de lar, há associações e grupos voluntários que lutam para dar uma vida melhor aos pets. Na entrevista abaixo, a médica veterinária Letícia Tortola, especialista em nutrição de cães e gatos do Grupo Guabi, dá algumas dicas sobre os cuidados na nutrição de animais retirados das ruas.


Por que adotar animais de rua?

adoção de animais de rua é um ato louvável, porque além de contribuir para reduzir o número de animais vagando nas ruas, possibilita a esse animal cuidados que talvez nunca tenha recebido como: abrigo, alimentação correta, acompanhamento veterinário e, principalmente, muito carinho e amor.


Quais são as condições físicas desses animais?

Os animais de rua, normalmente, estão muito debilitados, imunodeficientes e com perda severa de massa muscular decorrentes da má nutrição que sofreram durante todo esse período. Além disso, podem possuir diversas carências nutricionais como: deficiência de proteínas, vitaminas e minerais.


O que podemos fazer para mudar essa situação de desnutrição?

Primeiro é preciso levar seu novo amigo para fazer um check-up com um médico veterinário para verificar seu estado de saúde realizando todos os exames necessários. Se os resultados estiverem normais, o veterinário irá proceder com a vermifugação, vacinação e talvez com a castração, evitando assim crias indesejadas e mais abandono. Importante: Não dê suplementos vitamínicos, minerais ou energéticos sem o consentimento do veterinário.


Qual é a quantidade de alimento indicada para esse animal que acabou de chegar da rua?

Quando um animal é recolhido das ruas, pensa-se logo em encher um pote de ração e oferecer ao animal para saciar sua fome. Mas esta prática não é recomendada. Lembre-se: o animal pode não estar acostumado a receber esse grande volume de alimento de uma única vez. O excesso no estômago pode causar principalmente vômitos. O ideal é oferecer alimento e água em pequenas porções ao longo do dia para não sobrecarregar o sistema digestivo.


Como escolher o alimento apropriado para o animal?

A ração ideal deve ser orientada pelo médico veterinário após a realização dos exames clínico e laboratoriais. O pet pode apresentar alguma doença específica que necessite de uma nutrição especial. Agora, se o animal estiver somente com desnutrição e sem nenhuma outra doença concomitante, o mais indicado é oferecer um alimento industrializado, de boa qualidade, como rações secas, enlatadas ou saches.


Podemos oferecer comida humana para esse animal?

ração deve ser o alimento fornecido por ser completo e balanceado. Esse produto contém todos os nutrientes que os animais necessitam. No caso dos animais desnutridos, o alimento deve conter alto conteúdo de proteínas e gorduras (extrato etéreo). É possível encontrar facilmente essas características em um alimento Super Premium, enlatados ou saches.


Qual a porção que devemos oferecer ao animal?

Na própria embalagem do produto há instruções de quantidade com base no peso do animal. Lembre-se que essa quantidade descrita é apenas uma orientação e variações individuais podem ocorrer. Consulte um veterinário.


Como saber se o animal está com o estado físico correto?

É importante pesar o animal periodicamente. Se o animal estiver abaixo do peso ideal e continua não ganhando peso, a quantidade de alimento deve ser aumentada. Cães adultos devem receber pelo menos duas refeições diárias enquanto os filhotes, de três a quatro. Já para os gatos, é recomendado oferecer a quantidade total dividida ao longo do dia.


Essa recuperação é rápida?

Se o animal estiver abaixo do peso, a nutrição adequada propiciará aos poucos ganho de peso e, principalmente, massa muscular ao animal, que ficará cada vez mais ativo e saudável. É difícil estipular um tempo, mas a grande maioria tem uma recuperação rápida. Tudo vai depender principalmente de uma nutrição adequada, além de muito amor e carinho.


Para finalizar algumas recomendações para quem está pensando em adotar um animal?

Os animais, sem dúvida, proporcionam muito amor e alegria, mas precisam de cuidados, abrigo, banhos regulares, ração de boa qualidade, vacinas, além de cuidados veterinários e medicamentos quando necessários. Levá-lo ao veterinário antes de introduzi-lo ao convívio com outros pets da casa é muito importante. Adotar um animal é uma ação louvável, mas exige disciplina, responsabilidade e comprometimento.



PetMag

Meu filhote não para de chorar, o que eu faço?

Calma, que a choradeira tem solução. Fonte: Flickr.
Calma, que a choradeira tem solução. Fonte: Flickr.


Comportamento pode aborrecer e preocupar nas primeiras noites em novo lar.
Saiba como evitar isso 
A experiência de ter um filhote em casa pode ser muito gratificante e positiva depois de algumas semanas, assim que ele se acostuma com o seu novo lar e família. Porém, as primeiras noites podem significar choro, preocupação e alguns aborrecimento caso o pet não pare de chorar. O ato tem finalidade clara: chamar a atenção dos donos em momentos de estresse, solidão, fome ou frio. Os criadores, por sua vez, sentem pena e querem de qualquer forma confortar o animal.
O que precisamos entender é que o novo proprietário, ao levar o cãozinho para casa, o separa da mãe e dos irmãos, colocando-o em ambiente completamente diferente do que ele está acostumado. Por isso, na hora de dormir, o filhote tem a sensação de estar sozinho ou isolado, se sentindo inseguro e chorando para ser “resgatado”.


Se o comando dos donos for o de sempre dar atenção e, depois deixar o filhote sozinho novamente, ele sempre irá chorar. Porém, de nada adianta ficar nervoso, dar broncas, levar o pet para dormir no quarto ou dormir junto com ele onde ele estiver. Isso porque ele sempre irá relacionar o choro com mostras de atenção e carinho. Mesmo levando bronca o pet se sentirá gratificado, aliviado e sem medo, além de aprender que quanto mais intensidade e frequência chorar, mais visitas e afeto terá.
O correto a se fazer é oferecer um cantinho aconchegante, com um pano com o cheiro da mãe e dos irmãos (você pode fazer isso quando for comprar ou adotar o cão). Uma bolsa de água quente na hora de dormir ou algo que o distraia, como um rádio ligado, pode ajudar. Depois disso, a regra é ignorar o choro. Dessa maneira, em alguma noites ele irá se acostumar com o novo espaço para dormir.
Isso não quer dizer que você precise renegá-lo por completo. O procedimento pode funcionar de maneira gradual. Alguns dias depois da chegada ao lar – quando o pet estiver familiarizado com novos cheiros e barulhos – se ele chorar, dê advertências e comandos de “não” rápidos e curtos para que ele não se sinta recompensado por latir ou pedir atenção. Normalmente, os primeiros 60 dias de vida com a mãe e irmãos fazem com que ele aprenda a se comunicar melhor com outros cães. Portanto, evite comprar ou adotar o animal antes desse período.

Cara de um focinho do outro: erros que os donos cometem e que refletem na personalidade dos cães

Por mais bonitinho que seja, essas mordidinhas podem causar problemas. Fonte: Flickr.
Por mais bonitinho que seja, essas mordidinhas podem causar problemas. Fonte: Flickr.

Falta de regras e pulso firme fazem com que donos tenham problemas comportamentais com seus pets, alerta veterinária

Quando filhotes, tudo o que o cãozinho faz é motivo para que seu dono o ache fofinho e engraçadinho demais. Isso vai desde destruir um chinelo a brincar pulando e mordendo. Porém, esse é um período crucial para a formação comportamental do cãozinho para o resto da vida dele, segundo Karina Apude, veterinária do Planet Dog Resort“Mais da metade dos casos em que os donos têm problemas com o animal está ligado a falta de regras nos primeiros meses de vida”.
É nesse período que os donos devem eliminar os maus-hábitos e alinhar o comportamento deles, afinal durante os três primeiros meses de vida a memória canina está em branco, como uma folha nova, e esse é o momento de “escrever” o que é certo e o que é errado. A veterinária do Planet Dog Resort separou algumas dicas que vão auxiliar os “pais” de primeira viagem a cuidarem dos seus “filhotes peludos”.

  • Pena de repreender o filhote
  • Não repreender o animalzinho é um erro cometido por muitos pais que se compadecem com as carinhas que os bichinhos fazem quando aprontam alguma coisa, mas a falta de regras pode acarretar problemas futuros. É claro que falar um pouco mais firme não é maltratar o cãozinho, mas sim orienta-lo mostrando que quando ele fizer algo incorreto você vai lhe impor uma situação indesejada (uma espécie de “cantinho da disciplina”) para que ele não cometa o erro novamente. “Uma ação que funciona muito é utilizar uma palavra que o repreenda em tom firme no momento em que o pet fizer algo errado, por exemplo, a palavra “não”", comenta Karina.
  • Brincar mordendo
  • É normal que quando pequenos os donos achem uma gracinha que eles brinquem mordendo, e em alguns casos o próprio dono estende a mão para que o animal possa mordê-la. Mas isso resulta, com o tempo, em problemas sociais na convivência do cão com outras pessoas, afinal ele associa morder a brincar e acredita que é permitido fazer isso com todos o tempo todo. Aqui o método de utilizar a palavra de repreensão enquanto aplica a correção funciona. E é importante que outros membros da casa não permitam essa atitude vinda do peludo, senão ele nunca perderá esse hábito. “Utilizar brinquedos próprios para cães são uma alternativa para suprir esta necessidade de morder, afinal nesse período eles passam pela troca de dentição e a gengiva coça muito”, comenta a veterinária.
  • Líder na família
  • Os cães, por natureza, são animais que vivem em matilha, e esse grupo necessita de um líder. Caso contrário, não existe ordem e a formação se perde. Com essa ideia é importante pensar que se na casa onde mora ninguém assumir o papel de líder o filhote, por instinto, ele assumirá esse posto. Portanto, desde o começo, o dono deve se impor como líder e deixar claro quem comanda o território.
“Se paramos para analisar são atitudes simples, mas que influenciam drasticamente na vida dos cãezinhos e a vida dos “pais” no decorrer do tempo, então vale apena colocar as dicas em prática para evitar dores de cabeça”, alerta a veterinária Karina Apude, que trabalha no Planet Dog Resort, empresa especializada em serviços para pets.

Depressão em cães: Sintomas, causas e tratamento


Seu cão anda isolado e sem fome? Pode ser depressão. Fonte: Flickr.
Seu cão anda isolado e sem fome? Pode ser depressão. Fonte: Flickr.

Há quem acredita que cães não podem ter doenças mentais como ansiedade social ou depressão. Mas essa crença é uma mentira. A Universidade de Bristol, na Inglaterra, realizou uma série de experimentos e pesquisas com cães e chegou a conclusão de que a depressão canina existe sim e que é bem parecida com a depressão humana.

Não queremos ver nossos pets cabisbaixos e deitados pelos cantos, por isso é muito importante saber reconhecer os sintomas da depressão em seus estágios iniciais para que o tratamento seja mais efetivo e seu cão não sofra tanto.

Assim como no caso dos humanos, os cães pode ficar seriamente abalados com alguma perda emocional muito forte. A morte de um colega canino ou de uma pessoa que ele gostava muito. No entanto, existem mais fatores que podem acarretar a depressão:

  • Mudanças de rotina 
  • Mudanças de Local 
  • Ficar doente por muito tempo 
  • Perda de liberdade 
  • Perder o posto de único cão na casa com a chegada de outro animal 
Sintomas

A manifestação da doença mental é bem parecida tanto nos cães quanto nos humanos. Se seu animal era ativo e agitado e sempre adorava a hora da brincadeira mas de uns tempos para cá começou a rejeitar o brinquedinho, a ficar deitado em um canto isolado de todos, não abana muito mais o rabo, é apático quanto a petiscos ou carinho (chegando até a evitar o contato físico) e apresenta perda de apetite então há chances de que seu melhor amigo esteja com depressão.

Tratamento

Primeiro de tudo vá ao veterinário para que o diagnóstico seja confirmado. Uma vez confirmada a depressão no animal, o veterinário então passará uma série de medicamentos homeopáticos que possam ajudá-lo a sair do quadro depressivo. Porém, você não precisa confiar totalmente nos remédios. Você pode realizar terapia canina com o seu melhor amigo e vale ressaltar que muito carinho e amor ajudam bastante na recuperação.

Prevenção

Evite criar situações que cause uma mudança brusca na rotina do cão e acima de tudo, certifique-se de que ele é amado e querido por todos da casa. Mas essa parte é fácil.

PetMag