Gatos não reconhecem o sabor doce



Por não terem parte de um gene que forma os receptores do sabor doce, os felinos têm preferência pelo gosto da proteína animal

A Páscoa está aí e com ela aquela infinidade de ovos de chocolate… A gente já contou por aqui por que não é boa ideia oferecer esta delícia para os cães e gatos. A cafeína e teobromina presentes no chocolate são tóxicas para cães e gatos e podem levar à morte em alguns casos. Que este alimento é perigoso para a saúde dos animais você já sabe, mas você sabia também que os felinos não são capazes de distinguir o sabor doce?

A maioria dos cientistas concorda com o fato dos gatos não se interessarem por doces. A preferência dos felinos seria pelo sabor da proteína animal. “Os gatos, apesar de terem sido domesticados, continuam sendo carnívoros restritos e não consomem doces porque, na verdade, não têm capacidade de sentir esse sabor”, diz a médica veterinária da Total Alimentos, Bárbara Benitez.

Segundo a revista Scientific American o motivo deste comportamento é um gene específico, o Tas1r2. Os felinos, inclusive leões e tigres, não têm uma parte do DNA que existe neste gene, que gera as proteínas responsáveis pela formação dos receptores de doces (localizados na língua dos gatos). Com isso, os felinos seriam capazes de perceber o sabor doce como os humanos e outros mamíferos.

“Os tutores sabem que o olfato e tato de seus gatos são mais apurados, mas talvez não saibam que o paladar dos bichanos seja mais restrito. Saber disso, ajuda até no manejo alimentar: o tutor deve oferecer alimentos elaborados com fontes de proteínas de origem animal, e sempre prefira oferecer alimentos sempre à base de proteína animal e sempre evite doces, que podem causar obesidade e diabetes”, finaliza Benitez.

Portanto, nesta Páscoa, não ofereça chocolates e outros alimentos para seu gatinho. Ele não apreciará o sabor e passará longe de problemas de saúde.

Preferência por cães ou gatos indica diferentes traços de personalidade



Estudos afirmam que simpatizantes de cachorros são leais, objetivos e extrovertidos, enquanto amantes de gatos são graciosos, sutis e independentes

Gatos e cachorros combinam com diferentes tipos de personalidades e vários estudos já foram dedicados e exploram este tema.

Eles ocuparam diferentes papéis na sociedade, possuem distintos comportamentos, diferentes tipos de necessidades e personalidades. É normal adaptarem-se melhor a diferentes tipos de indivíduos.

Estudos já afirmaram que uma pessoa que prefere cachorros é leal, objetiva, útil, extrovertida e boa para trabalhar em grupo. A pessoa que prefere os gatos é graciosa, sutil, independente, inteligente, pensativa e misteriosa.

Outro artigo afirma que pessoas do sexo feminino tendem a se autoafirmar como amantes de gatos e pessoas do sexo masculino tendem a se autoafirmar amantes de cachorros.

Um estudo do ano de 2010 afirmou como resultado de um questionário de autoconhecimento aplicado em mais de 4.500 pessoas, que indivíduos que preferem cachorros gostam de sair para se divertir, são mais extrovertidos e mais conscientes.

Já pessoas que preferem gatos pareceram ser abertas a novas experiências, curiosas, originais e emocionalmente mais instáveis.

Outro estudo de 2014 mostrou, que a pessoa que prefere cachorros tende a ser mais dominante e competitiva, pois prefere um animal de estimação submisso a fim de complementar sua personalidade.

Pesquisadores já comparam a personalidade de donos com seus cães e fizeram o questionamento: “Será que os donos de pets simplesmente projetam seu modo de ser em seus animais de estimação?”.

Seria algo natural, afinal nossas amizades humanas tendem a ser baseadas em afinidades e o mesmo tende a acontecer quando escolhemos um pet.

Cachorros sabem identificar donos mentirosos


Experimento realizado no Japão comprova que cães sabem reconhecer quando estamos tentando enganá-los


Os cães podem parecer bobos ao correr atrás de seus rabos, mas pense bem antes de tentar enganar seu cão, ele lembrará. Um estudo liderado pelo pesquisador japonês Akiko Takaoka, da Universidade de Kyoto, testou a capacidade dos animais em reconhecer a mentira.

Participaram 34 cachorros domésticos. Na primeira rodada, um pesquisador indicava para o cão onde encontrar brinquedos e petiscos. Na segunda vez, o mesmo pesquisador indicava a direção errada dos brinquedos e petiscos. Na terceira, os cães não obedeciam às ordens do pesquisador que mentiu.

Em outra rodada de testes, os voluntários mentirosos foram substituídos por novas pessoas. A primeira parte foi repetida, indicações de um caminho onde estariam petiscos e brinquedos foram dadas e os cachorros seguiram as direções.

Ao conhecer pela primeira vez um humano, os cães depositam um primeiro sinal de confiança. Depois de passado o momento de excitação, eles obedecem e seguem comandos de pessoas que eles já confiam ao observar seus atos. Eles lembram quem os enganou ou não.

Segundo os pesquisadores, os cães possuem uma sofisticada inteligência social, e essa capacidade foi evoluída na convivência dos cães com os humanos ao longo de toda a evolução.

Vejam neste vídeo reações hilárias de cachorros sendo enganados por um mágico:

Cães e gatos: pressionar a cabeça contra a parede é sinal de alerta



Comportamento pode indicar danos no sistema nervoso, envenenamento ou problemas hepáticos

Cães e gatos são cheios de manias, mas é preciso ficar atento para distinguir um comportamento aparentemente normal dos sinais de que algo não vai bem.

Pressionar a cabeça contra a parede ou objetos, por exemplo, pode ser um sinal de que alguma coisa está errada com seu pet. Se perceber esta atitude, vá ao veterinário imediatamente!

Mas o que este comportamento significa? Isto indica geralmente danos no sistema nervoso, o que pode ser resultado de diversas causas, entre elas a doença prosencéfalo, na qual o encéfalo frontal e o tálamo do cérebro estão danificados. Outra possibilidade é o envenenamento tóxico ou problemas de fígado.

Segundo o médico veterinário Grant Nisson, de West River, Maryland (Estados Unidos), o fígado é responsável pela retirada de toxinas do sangue. Quando o funcionamento é comprometido, as toxinas ficam no sangue e entram no cérebro, fazendo com cães e gatos ajam estranhamente.

Em animais jovens, o ato de pressionar a cabeça é associado a uma derivação do fígado extra-hepática, uma anomalia genética em que o fluxo de sangue para o fígado é redirecionado por um vaso sanguíneo anormal fora do órgão, de acordo com Karen Munana, professora associada de neurologia na North Carolina State University College de Medicina Veterinária em Raleigh (Estados Unidos). A salivação, perda de visão e o crescimento lento durante os primeiros meses também se enquadram nos sintomas.

Já nos animais mais velhos, a cabeça contra a parede pode ser sinal de cirrose, um problema grave do fígado que pode ser causada, entre outras coisa, pelo uso a longo prazo de alguns medicamentos.

Animais com encefalite – inflamação no cérebro – também têm atitudes estranhas. Deena Tiches, neurologista veterinária de Gaithersburg, Maryland (Estados Unidos), explica que infecções virais como cinomose ou raiva afetam o cérebro, da mesma forma que algumas infecções bacterianas.

Os tumores cerebrais são outra possibilidade. À medida que estes tumores crescem, começam a pressionar tecidos dentro do cérebro, alterando o funcionamento do órgão. Por isso, animais com este problema andam em círculos e pressionam a cabeça.

Para um diagnóstico preciso, o veterinário realizará uma série de testes, entre eles o exame de fundo de olho, que revela doenças infecciosas ou inflamatórias, assim como anomalias no cérebro. A medição da pressão arterial, tomografia computadorizada (TC) ou a ressonância magnética (RM) do cérebro fazem parte da triagem. A análise de urina pode revelar problemas no sistema metabólico e toxinas no sistema.

O importante é que você explique ao veterinário o que ocorre com seu pet, quando os sintomas começaram e os incidentes causados.

PETMAG

Por que animais de grande porte vivem menos do que os pequenos?


Cães grandes têm processo de envelhecimento mais acelerado e tendem a crescer e envelhecer muito mais rápido


Na escala evolutiva, animais de grande porte, de diferentes espécies, tendem a viver mais dos que os de pequeno porte. Agora, entre os de mesma espécie, acontece o contrário.

Cachorros pequenos possuem predisposição a viver de 10 a 14 anos e os grandes de 5 a 8 anos. Eles vivem menos. É triste, mas é verdade.

Os motivos não são totalmente compreendidos, porém, um estudo realizado na Universidade de Chicago revelou as possíveis razões.

A pesquisa avaliou índices de mortalidade do banco de dados médico veterinário de cães que frequentaram os hospitais por toda a América do Norte.

Informações de 56.637 cachorros de 74 raças diferentes foram coletadas. Tipo de raça, sexo, tamanho de porte e data de morte dos períodos de 1984 até 2014.

Conclusão do estudo

Os cães de porte grande possuem processo de envelhecimento mais acelerado, ou seja, crescem e envelhecem muito mais rápido.

São mais propensos a problemas de saúde, tumores, desordens comportamentais e problemas gastrintestinais, todos ligados ao crescimento acelerado.

Independentemente do tempo vivido pelo pet, devemos oferecer condições dignas para ele crescer e viver bem ao nosso lado.

Em troca, você receberá um amigo companheiro, afetuoso e com amor incondicional para oferecer. Vale a pena, não é mesmo?