Gatos e toxoplasmose: mitos e verdades




Saiba por que não é preciso ficar sem seu felino de estimação para ter uma gestação saudável

A gravidez é um momento especial na vida de toda mulher, e ter um bebê é motivo de muita felicidade, mas também de preocupação. Quando a família tem gato em casa, então, é comum uma maior precaução em relação à saúde da mãe e da criança. E muitas pessoas, por falta de informação e por influência da dramaturgia, - que às vezes presta um desserviço à população- resolvem dar seus bichanos.


Consumo de carne crua ou mal-cozida é o principal fator de contaminação


Como a toxoplasmose é transmitida?


É muito mais fácil uma pessoa contrair a toxoplasmose pela ingestão de carne crua ou mal-cozida do que através do seu gatinho. Em grande parte dos casos, o indivíduo já exposto ao parasita não apresenta sintomas e adquire imunidade natural à doença. 


Estudos revelam que, na população adulta, 50 a 70 por cento da população brasileira já apresentaram infecção pregressa, e a maioria não apresentou sintomas. No Rio Grande do Sul, onde o consumo de carne é mais alto, esse número ultrapassa 90 por cento. Isso porque o protozoário que causa a enfermidade fica hospedado nos animais utilizados como alimento. O parasita também pode ser encontrado na água e terra contaminadas. 


Uma vez desenvolvido anticorpos, as chances de se infectar novamente são muito pequenas.Thomas Graves, médico veterinário do Hospital-Escola da Universidade de Illinois, afirma que pessoas e animais com maior risco de contrair doença são aquelas cujo sistema imunológico está debilitado, como portadores de HIV e pessoas que estão passando por quimioterapia.


Por que os gatos levam a má fama?

Felinos criados fora de casa, ou seja, que costumam explorar as redondezas, geralmente são caçadores e podem ser infectados se comerem presas hospedeiras do protozoário - chamado Toxoplasma gondii - como passarinhos e ratos. E ,assim como os humanos, se entrarem em contato com terra ou água contaminada, poderão contrair a doença. Também é comum os bichanos serem assintomáticos.


Medidas simples de prevenção

O parasita fica nas fezes do felino, portanto, se você é gestante e for manusear a caixa sanitária, use luvas e lave as mãos imediatamente. Melhor ainda é pedir para um amigo ou o seu companheiro cuidar dos utensílios do gato.


De qualquer forma, o protozoário da doença leva vários dias para atingir o estado infeccioso quando está fora do corpo do animal. Portanto, o ideal é limpar diariamente a caixinha de areia.


Quando for preparar comida, lave os utensílios e a superfície que entrou em contato com a carne, e não manuseie outros alimentos crus como saladas no mesmo lugar para evitar a contaminação.


Se for cuidar do jardim, use luvas e lave as mãos assim que acabar de mexer na terra.


“O que é triste sobre toxoplasmose em gravidez é que o risco de contaminação através de um gato que fez parte por longo tempo da família é muito baixo. Não há uma real justificativa, na minha opinião, recomendar que o felino seja dado a outra pessoa por causa da gestação”, ressalta a médica veterinária Lorie Huston, membro da Associação Americana de Medicina Veterinária.


Por isso, não abandone seu bichinho se estiver grávida; toxoplasmose não é coisa de gato. Converse com o veterinário e escolha um obstetra informado e competente. Com as precauções necessárias, é possível ficar bem longe da doença, e perto do seu gatinho. 

Fonte: Pet Mag 

Nota:
A toxoplasmose pode ser adquirida pela ingestão de alimentos contaminados — em especial carnes cruas ou mal passadas, principalmente de porco e de carneiro, e vegetais que abriguem os cistos do Toxoplasma, por terem tido contato com as fezes de animais hospedeiros ou material contaminado por elas mesmas.

A toxoplasmose pode ser transmitida congenitamente, ou seja, da mãe para o feto, mas não se transmite de uma pessoa para outra.
Dr Drauzio Varela

Como ser um tutor melhor para o seu gato



Os gatos têm uma série de necessidades que vão além da alimentação e água fresca. Aproveite para colocar todas as dicas a seguir em prática!


Tempo

Dedique tempo aos bichanos. Eles adoram ser mimados e acariciados. Alguns minutos de brincadeiras pela manhã e depois que chegar do trabalho fazem muita diferença na rotina do pet.

Estética


Pode parecer estranho, mas os bichanos de pelo longo e farto devem ser tosados durante o verão. Escovadas diárias também são bem-vindas a todos os felinos, sem falar nos banhos. Tudo isso evitará que o animal acabe engolindo os pelos e ainda o manterá sempre limpinho e fresquinho!

Alimentação


Utilize uma ração de qualidade para o bichano, preferencialmente respeitando sua raça, tipo de pelo e idade. Não ofereça petiscos com frequência para evitar um quadro de obesidade e mantenha seu potinho de água sempre limpo e com água fresca.

Descanso


Providencie um local calmo e tranquilo para o bichano dormir. Mantenha-o preferencialmente dentro de casa para evitar que ele se perca, seja atropelado ou roubado. Donos que vivem em apartamentos devem reforçar os cuidados colocando telas em todas as janelas.

Alerta


Preste atenção no comportamento do bichano, pois qualquer mudança em sua rotina pode significar algum problema de saúde. Repare se ele está comendo toda a comida, se ele está bebendo água, se o seu pelo está sedoso e macio ou ganhou uma coloração opaca. Veja se o comportamento dele se alterou ou se apresenta alguma coceira ou ferida.

Veterinário


Visite o veterinário para realizar check-ups anuais no bichano e também para reforçar a vacinação. Não esqueça de relatar ao médico qualquer alteração no organismo do animal ou em seus hábitos.

Remédios perigosos para cães e gatos






Tomar remédio por conta própria pode fazer mais mal do que bem e (finalmente!) o Ministério da Saúde proibiu a venda de antibiótico sem receita – mas ainda há muitos medicamentos de venda livre que deveriam entrar pra essa lista. Mesmo cães e gatos correm até risco de vida se usarem certos remédios que são tóxicos pra eles: os efeitos colaterais vão desde falta de ar até coma e morte. Então nada de medicar o totó ou o bichano sem orientação veterinária, ok?


Medicamentos que gatos não podem tomar:


Paracetamol (Tylenol, Parador, Acetofen), benzocaína (Andolba), vermífugos, shampoos, sprays, sabonetes e antipulgas para cães, ácido acetilsalicílico (Aspirina, AAS, Doril, Melhoral),  azul de metileno, diclofenaco (Cataflan e Voltaren), ivermectina (Ivomec, Mectimax).


Medicamentos que cães não podem tomar: 


Diclofenaco (Cataflan e Voltaren).


Medicamentos que cães só podem tomar com orientação veterinária:


Paracetamol (Tylenol, Parador, Acetofen), ácido acetilsalicílico (Aspirina, AAS, Doril, Melhoral).


Atenção: ivermectina (Ivomec, Mectimax) não pode ser dada a cães de certas raças (ou que tenham cruza com elas), como o collie, pastor autraliano e outros.

Fonte: MDEMULHER

Pet de presente?



Pense muito antes de presentear alguém com um bichinho; ele pode acabar abandonado

Converse muito com seus filhos antes de optar por dar um pet de presente

É encantador observar a reação de uma criança quando ela encontra um pequeno filhotinho sob a árvore de Natal. Mas a felicidade pode durar pouco. O tempo suficiente para abrir outro presente, ou até a criança descobrir que tem que dar água, alimentar, limpar o cocô, passear e dar atenção ao cachorrinho, gatinho, hamster, ou qualquer outro animal de estimação. 


Por isso, pense três vezes antes de decidir presentear alguém com um pet. Dar um bicho de estimação de presente só é recomendado se o presenteado deixar claro que quer ter um bichinho. Não dê o animalzinho só porque você acha bonitinho e imagina que a pessoa vai adorar a lembrancinha. Lembre-se que pets não são descartáveis, não têm um botão de liga/desliga, e não podem ser simplesmente deixados de lado, como um brinquedo que saiu de moda e perdeu toda sua graça. 


Eles precisam de ração, água limpa, veterinário, medicamentos, brinquedinhos, entre outras tantas despesas inesperadas, já que podem ficar doentes. Fora passeios, atenção e muito carinho. 


Adotar um bichinho requer planejamento e muita conversa, principalmente com as crianças. É necessário explicar sobre as despesas, a responsabilidade, e o carinho que o animal precisa. Também vale ressaltar que um bicho não é um brinquedo. E até perguntar se a criança doaria parte de sua mesada para ajudar nas despesas com o pet. 


Tudo isso porque de dezembro a fevereiro, abrigos e ONGs registram um aumento significativo no número de pets abandonados nas ruas. O abandono é resultado principalmente de presentes indesejados e viagens no período das férias, Natal, Ano Novo e carnaval.

Fonte: Pet Mag

Dirofilariose ("verme do coração")


A dirofilariose é uma doença causada por um verme que se desenvolve dentro do coração dos cães, e que pode atingir até 35 cm de comprimento. Esse parasita é chamado dirofilária, daí o nome da doença. Por habitar o coração e grandes vasos sanguíneos, a dirofilária causa obstrução à passagem do sangue. Para compensar o problema, o coração terá que trabalhar mais e com mais força. Com o decorrer do tempo, haverá enfraquecimento do músculo cardíaco que irá dilatar-se.
Em consequência disso, sinais de doença cardíaca como perda de peso, cansaço, tosse, dificuldade de respirar, falta de ânimo e abdômen grande, estarão presentes numa fase mais adiantada da doença.

O cão pode adquirir a dirofilária se for picado por um mosquito infectado. E o mosquito, por sua vez, infecta-se ao picar um cão que já tenha a doença. As formas infectantes do verme que o mosquito transporta e transmite ao cão podem levar até 6 meses para se desenvolverem em larvas adultas. O cão pode conviver com o verme durante anos sem apresentar qualquer sinal. Porém, quando esses sintomas aparecem, a doença já está avançada.

Existe tratamento para a dirofilariose, mas o ideal é que se diagnostique a doença antes dos sinais clínicos aparecerem. Para isso, existem exames específicos que detectam a presença de larvas jovens da dirofilária (microfilárias) na corrente sanguínea. Se existem larvas jovens, isso indica a presença do verme adulto e aí o tratamento é iniciado. Porém, mesmo eliminando o verme, os danos que ele causou ao coração podem ser irreversíveis. 

A melhor maneira de se evitar a dirofilariose é fazer um esquema preventivo de tratamento. Para isso, existem drogas que matam as pequenas larvas que são passadas para o cão através da picada do mosquito, impedindo que a doença se desenvolva. Alguns medicamentos de uso contínuo para controle de pulgas e vermes já possuem efeito contra as larvas jovens. O tratamento é simples, administrado por via oral. 

Como a dirofilariose está presente em áreas litorâneas, animais que habitam ou freqüentam o litoral devem receber o tratamento preventivo desde filhotes. Outras áreas também podem apresentar a doença, assim o proprietário deve informar-se com seu veterinário sobre a necessidade ou não de medicar o animal. Para a dirofilariose, a prevenção é o melhor remédio. 

Fonte: Web Animal

Manual do pet idoso

Cães e gatos mais maduros e experientes precisam de cuidados redobrados com a saúde e alimentação





Assim como os humanos, os pets estão vivendo cada vez mais e melhor. Há até animais, como o cachorro Pusuke, que busca reconhecimento como o cão mais velho do mundo, perante o Guinness Book. Mas a exemplo das pessoas idosas, os bichinhos que estão nessa fase da vida também precisam de cuidados especiais.

Felizmente, com os avanços da medicina veterinária e a proliferação de especializações como, oncologia, endócrinologia, oftalmologia, entre outros, ficou mais fácil dar qualidade de vida aos pets. Mas afinal, quando eles começam a ficar idosos?

Segundo a médica veterinária Estela Pazos, especialista em felinos, um gato é considerado “maduro” aos 8 anos, e idoso, a partir dos 10. Ela explica que nessa idade, o comportamento dos bichanos se altera, tornando-se comum miados mais frequentes e até começar a urinar fora da caixa sanitária. “Eles passam a dormir o dia todo em locais mais escondidos, convivem menos com as pessoas da casa, e até deixam de ir até a porta para receber o dono na entrada”.

Além de ser especialista em felinos, a veterinária conhece de perto o cotidiano dos gatos idosos, isso porque conta com a companhia de Catatau, um SRD (Sem raça definida) de 14 anos. O pet mora com a dra. Estela há 11 anos, quando ela o resgatou em uma clínica, onde o bichano foi abandonado, após ser atropelado. Ela conta que o gatinho, apesar da idade, é bem ativo, e adora brincar com ratinhos de brinquedo. “Ele gosta de tomar sol pela manhã, na companhia dos meus outros dois gatos, e lá faz seu ‘banho de gato’ lambendo o corpo todo”.

Segundo a veterinária, quando os gatos envelhecem, perdem massa muscular, a digestão dos alimentos e absorção dos nutrientes diminuem, assim como a função renal. Eles também bebem menos água e tendem a desidratar, por isso, é essencial que o dono esteja atento às mudanças de comportamento.“O mais importante é perceber que os hábitos do animal mudaram e procurar o mais rápido possível por ajuda especializada”, sugere.

Vale lembrar que os cães também sentem o peso da idade. A chegada dos animais à velhice é determinada pelo seu porte, segundo o veterinário Marcelo Quinzani, diretor clínico do Hospital Pet Care. “Os cães de raças maiores têm o metabolismo mais acelerado e tendem a chegar na terceira idade entre seis e nove anos. Já os menores, envelhecem mais devagar e são considerados idosos entre nove e 13 anos”.

Cuidados com a alimentação

A alimentação do bicho idoso também é diferenciada. Como a digestão e absorção são reduzidas com o envelhecimento, o animal deve receber uma ração que tenha digestão facilitada e proteínas de boa qualidade. As necessidades nutricionais de um cão velhinho são bem distintas das outras faixas etárias, por isso, é preciso - com o auxílio de um especialista - fazer algumas alterações em sua rotina alimentar.

“Com o passar dos anos, o metabolismo, a massa muscular e a necessidade energética canina diminuem. Essa característica favorece o ganho de peso e os problemas decorrentes dele”, pontua o dr. Marcelo. Rever a dieta do bicho, oferecendo alimentos específicos, reduzindo as porções, aumentando o número de refeições diárias e fazendo a suplementação de nutrientes essenciais é fundamental para manter a saúde e bem-estar na terceira idade.

Para o especialista, a avaliação nos dentes de um animal idoso também é de extrema importância, pois se houver dor, ele pode deixar de se alimentar. “A saúde oral dos animais também deve estar em foco, o mau-hálito é sinal de problemas como o tártaro e periodontite”, alerta o veterinário.

Cuidados com a saúde

Mas não é só a dentição de seu bichinho que deve ser observada de perto. Nessa fase da vida, várias doenças podem surgir. As mais comuns em gatos são: insuficiência renal, hipertireoidismo, osteoartrite (ou artrose), disfunção cognitiva, neoplasias, hipertensão, diabetes, doença cardíaca e doença intestinal inflamatória.

Para os cachorros, os problemas não diferem muito, pois grande parte deles apresenta alterações nas articulações e nos ossos. “Esses problemas são demonstrados através da dificuldade para pular ou subir em um local mais alto, como o sofá”, explica o dr. Marcelo. Já na demonstração de dor, o animal mostra-se sensível quando tocado próximo à região da coluna e ao executar movimentos simples.
Os cães também podem apresentar alterações cardíacas durante o envelhecimento, mas nem sempre os proprietários conseguem reconhecer os sinais clínicos desses problemas. Cansaço e ofegância, intolerância a exercícios, desmaios, língua arroxeada após uma situação de excitação, e principalmente, tosse, são alguns sintomas de cardiopatia.

Casos da vida real

Monica d’Ávila, professora de canto, constatou algumas dessas alterações no comportamento de sua vira-lata, Pretinha, de 13 anos. “Percebo que ela erra a pontaria para subir em alguns locais, como por exemplo, escada e poltrona. De vez em quando, ela perde o equilíbrio e enxerga mal”. Segundo a proprietária, sua cadela também perdeu parte da audição e até um pouco da vitalidade. “Antes, ela ouvia alguém chegando e vinha correndo como maluca, agora, ela ouve, levanta a cabeça e não dá bola”.

Ela também percebeu que sua cadelinha anda menos disposta. “A Pretinha já está a própria ‘velha rabugenta e dolorida’, se pegar no colo de mau jeito ela chora. Fica também mais tempo deitada, quieta em cantinhos macios, que andando pra lá e pra cá. Ela quer ficar no quentinho, não gosta de frio, come menos e rosna mais quando incomodam”, diz a dona.

Para finalizar, os dois veterinários concordam que todos os cães e gatos devem passar por exames regulares quando chegam a terceira idade. E como a prevenção acaba sendo sempre a melhor saída, confira abaixo uma lista dos exames mais importantes que devem ser feitos anualmente.
  • Avaliação odontológica: recomenda-se que seja feita a partir do primeiro ano de vida, mas cerca de 87% dos animais acima de 3 anos têm doença periodontal justamente porque não fizeram exame preventivo. Ele deve ser realizado por um médico veterinário especialista em odontologia
  • Exame de mama, testículo e próstata: deve ser feito anualmente em animais não castrados, a partir dos 4 anos
  • Ultrassonografia abdominal: deve ser feita anualmente para animais acima de 6 anos
  • Pressão arterial e eletrocardiograma: recomendado para animais acima de 6 anos
  • Ecocardiograma: realizado anualmente, quando os animais apresentam alterações de pressão arterial, presença de sopro cardíaco ou cansaço
  • Exames de sangue: hemograma, ureia, creatinina, colesterol, glicose e enzimas hepáticas são geralmente os mais pedidos a partir dos 6 anos
  • Exame de urina e de fezes: anualmente, a partir do primeiro ano de vida
E não se esqueça: durante a terceira idade, a fragilidade dos pets aumenta. Respeito, carinho, atenção e informações sobre os problemas mais comuns do envelhecimento são fundamentais para encarar com tranquilidade essa nova fase e aproveitar ao máximo tudo o que o seu amiguinho ainda tem para oferecer.

PETMAG

Como ajudar seu filho a lidar com a morte de um pet



Animais de companhia proporcionam amor incondicional à família que os acolhe, e deixam um vazio quando partem, principalmente para os pequenos que ainda não tiveram esse tipo de experiência


Perder um bichinho de estimação é uma experiência muito dolorosa mesmo para adultos, muitas vezes, já calejados pelo sofrimento. Quem sempre conviveu com cães e gatos sabe que, infelizmente, eles passam pela vida de uma família e um dia vão embora.

Mas uma criança não compreende o caráter relativamente efêmero dessa relação; muitas nem sequer se lembram de suas vidas sem o animal. Portanto, lidar com a morte de algo tão querido costuma ser uma experiência mais traumática para os pequenos, talvez a primeira que têm de enfrentar. 

Diga a verdade

Alguns pais tentam preservar seus filhos da dor da perda e não falam da morte do animal ou não são honestos sobre o que realmente aconteceu. É comum o uso de eufemismos como “ele foi embora” ou “foi dormir”, por exemplo. Isso pode deixar a criança ainda mais confusa, com medo e traída quando ela finalmente descobre a verdade. É melhor ser franco com seu filho e permitir que ele tenha a oportunidade de sofrer do seu jeito. Portanto, diga-lhe, com uma voz suave e sem a presença de outras pessoas, que o bichinho morreu.

Escolha um lugar familiar à criança, como seu quarto e explique que ele não voltará mais, e que isso não é culpa dela.

Conte como ele morreu; de doença ou velhice, e responda a todas as perguntas que a criança fizer aberta e honestamente. Fale que é natural sentir-se triste e com raiva, e que perder um animal é uma experiência difícil. Dê a ela a oportunidade de conversar com você a respeito do que está sentindo.

Compartilhe seu sofrimento

Seja sincero também sobre sua própria dor, não tente escondê-la. Se você passou por uma experiência semelhante na sua infância, conte ao seu filho, diga como se sentiu na época e mostre uma foto sua com seu pet, se tiver. Ao compartilhar sua história e mostrar seu sofrimento atual, o pequeno vai sentir-se menos sozinho.

Respeite o tempo da criança

Luto é um processo, não um evento. Por isso, dê a seu filho o tempo necessário para que possa superar a dor. Deixe que ele chore não o force a sentir-se melhor. Também não lhe diga que já está crescido o bastante para se deixar abater. Crianças precisam de mais tempo para digerir a morte.

Dê ao pequeno a chance de dizer adeus a seu pet

Se a criança desejar, realize uma cerimônia de despedida do animal; um ritual pode ajudá-la a aceitar a morte como um fato consumado. Você pode sugerir-lhe que escreva uma carta de despedida ou, se for muito pequena, que faça um desenho. 

Não se apresse em dar outro animal

Espere até acolher um novo pet; você poderá causar mais danos do que benefícios, e é bem provável que a criança se sinta ressentida ou culpada. Lembre-se de que, mesmo depois de anos, a criança ainda vai precisar conversar e recordar velhas histórias do animal que perdeu.

Fonte: Pet Mag

Gato preto: sorte de quem tem!



Quem foi que disse que gato preto não pode trazer sorte? Conheça algumas crenças do bem sobre estes felinos de pelo brilhante e olhos amarelos


Antes de ler o restante deste texto, responda três perguntas rápidas.

Ao sair de casa todos os dias, você pisa primeiro com o pé direito em busca de um dia de sorte? Você usa meias do lado avesso esperando que isso lhe traga boas notícias? Dá três pulinhos e pede ajuda para São Longuinho quando não consegue encontrar algum objeto perdido?

O brasileiro é doido por superstições, muitas vezes, pelas mais malucas. Em uma sexta-feira 13, então, surgem todos os tipos de crenças sem base para atormentar o imaginário das pessoas. Uma destas crendices é a de que gatos pretos trazem má sorte, um absurdo sem tamanho que, todos os anos, aterroriza bichanos, tutores de animais para adoção e donos de felinos, em razão do preconceito e da crueldade.

Pelos brilhantes, olhos desafiadoramente amarelos. Gatos pretos são lindos, não há como negar. Mas como surgiu esta história sem pé nem cabeça de que um animal tão lindo é capaz de trazer qualquer tipo de mau agouro para quem simplesmente cruza com ele na rua?

Na idade média, acreditava-se no mito de que os gatos eram bruxas que haviam tomado a forma de animais. Mas por que não a forma de um elefante, um pássaro, um grilo ou uma barata? Quem acredita nisso certamente tem a casa cheia de aranhas grilos e lagartixas, insetos que – segundo as superstições populares – trazem sorte, certo?

Crueldade 

Bobagens à parte, quem sofre com a irracionalidade do ser humano são os felinos. Abandonados, sacrificados e maltratados, os gatos pretos são sempre os primeiros a serem abandonados e os últimos a serem adotados. Basta ir às feirinhas de adoção para comprovar: gaiolas e mais gaiolas cheias de filhotinhos pretos, loucos para terem um lar como qualquer siamês, persa e angorá.
Nas sextas-feiras 13, o quadro se inverte. “Bem intencionados” de toda natureza aparecem em busca de um gatinho preto, mas não necessariamente interessados em lhes dar amor e carinho. Estes filhotes, muitas vezes, são vítimas de atos cruéis e rituais estapafúrdios.

O Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo já chegou até mesmo a proibir a adoção de gatos pretos nestas épocas, assim como no Halloween e na Semana Santa, tentando evitar que estes animais indefesos entrassem para as estatísticas dos crimes sem punição no Brasil.

Boa sorte, sim!

Existe também a onda contrária, das crenças do bem. E são tantas que nem é preciso pensar muito para se lembrar de algumas, olha só:
  • Lendas dizem que gatos podem predizer o tempo: quando vai ventar, eles arranham os tapetes; quando vai chover, eles limpam as orelhas.
  • Pessoas acreditam que os gatos são capazes ver as nossas auras.
  • Ouviu um gato espirrando? Sinal de bom presságio.
  • Charles I, Rei da Inglaterra era dono um gato preto que, segundo ele, lhe trazia boa sorte. O rei tinha horror só de pensar em perder o felino e, por isso, o mantinha sob vigilância 24 horas. Um dia após a morte do bichano, Charles I foi preso.
  • Gatos eram levados em navios de pescaria, pois eles traziam boa sorte na viagem.
Independente do que se acredite, é sempre um privilégio ter um animal ou mesmo cruzar com um deles na rua. Viver ao lado de um gato, nem se fala. Eles são divertidos, fiéis, carinhosos e lindos, sejam com ou sem raça definida, brancos ou pretos.

Portanto, gatos pretos são sinal de sorte, sim! Principalmente, para quem tem o privilégio de conviver com um deles todos os dias! Adote, ame e cuide.

Serviços:

Pense bem
Para adotar um animal, não basta querer. É preciso ter responsabilidade, recursos e um ambiente seguro. Pense bem e converse com sua família.
Onde adotar
Diversas ONGs atuam em todos os estados brasileiros e disponibilizam animais para adoção. Petshops e feirinhas periódicas também.
Vermifugação e castração
Os animais costumam vir castrados e vermifugados. A castração é um meio importante de evitar mais histórias tristes de abandono.
Apadrinhamento
Muitas ONGs oferecem a oportunidade de apadrinhar um animal. Ou seja, você ajuda com ração, remédios e tratamento, sem realizar a adoção propriamente dita. É uma solução para quem ama animais, quer contribuir com o bem-estar, mas não tem espaço ou tempo para ter um pet em casa.
 Fonte PetMag


Otite: falta de tratamento pode deixar sequelas nos ouvidos de cães e gatos




Conheça as principais formas de prevenir este problema que acomete os nossos pets

Vermelhidão da orelha, coceira persistente, odor desagradável, secreções amareladas ou marrons. Esses são alguns sinais de que os cães e gatos podem estar com algum problema nos ouvidos. 


“Muitas vezes vemos o animal com a cabeça pendente para um dos lados ou apresentando dor e desconforto no simples toque de mãos na orelha, o que também indica alguma alteração”, explica Dr. Marcelo Quinzani, diretor clínico do Hospital Veterinário Pet Care, de São Paulo.


Um dos problemas mais comuns que acometem a região é a otite, uma inflamação ou infecção do canal da orelha. Essa doença pode se desenvolver devido a diversos fatores que levam à proliferação do cerume, fungos e bactérias, causando diferentes tipos de otites. 


Entre as causas mais comuns, Dr. Marcelo Quinzani cita as seguintes:


- Parasitas: carrapatos, sarna de orelha;

- Presença de corpos estranhos: grama, medicação ressecada, cerume, pelos mortos, água;

- Alergias: dermatite atópica, alergia alimentar;

- Ambientais: calor e umidade;

- Anatômicas: estenose de conduto ou orelhas abafadas;

- Doenças que alteram a renovação de pele: desordens de queratinização. 



A otite é um problema sério e, se não for tratado corretamente, pode causar alterações irreversíveis no canal auditivo, como, por exemplo, estreitamento, a perfuração do tímpano e encefalite decorrente da presença de bactérias. “Se o canal auditivo fica muito estreito e não for possível fazer o tratamento correto, recomenda-se até uma cirurgia para retirada do mesmo”, afirma. “Nem sempre uma melhora geral, como a diminuição da secreção, odor e o animal não aparentar mais desconforto são sinais de que o problema está resolvido. Muitos donos suspendem a terapia precocemente, o que diminui as chances de cura”, alerta Quinzani.


Tratamento - para tratar uma otite é preciso primeiro identificar a causa primária por meio de uma anamnese, um exame clínico com otoscopia, exame citológico no microscópio e, se necessário, proceder a uma cultura e antibiograma. O tratamento pode ser feito por meio da utilização somente de soluções tópicas dentro do canal ou associação de solução tópica mais um antiinflamatório e antibiótico oral. O veterinário é quem irá indicar os produtos mais adequados para cada caso.


Como prevenir – para evitar que entre água no canal auditivo, é importante sempre colocar algodão nas orelhas dos pets durante o banho e secar as orelhas dos cães que entram em lagos ou piscinas. “Também é importante manter as orelhas ventiladas e tosadas, principalmente dos cães com orelhas pendentes, como é o caso das raças cocker spaniel, basset hound e setter irlandês, por exemplo”, comenta.


O mais importante é realizar visitas periódicas ao médico veterinário, nas quais é realizado um exame clínico adequado, que pode identificar o conduto auditivo e a possível presença de alterações na sua anatomia ou mesmo presença de cerume e parasitas. 


Higienização correta - a limpeza das orelhas deve ser feita de acordo com a prescrição do veterinário, mas geralmente um ouvido em condições normais requer limpeza a cada dois e três meses, de acordo com a quantidade de cerume acumulado. “É importante que a higienização seja feita por um profissional que possui técnicas e equipamentos adequados”, alerta.


É possível fazer a limpeza doméstica, mas apenas com algodão seco e na parte externa da orelha. “Nunca se deve usar hastes flexíveis ou pinças com algodão e muito menos pingar produtos ou medicamentos sem orientação do médico veterinário”, orienta Quinzani.

Fonte: Petmag

Motivos para adotar animais deficientes

Bichos com algum problema de saúde têm se mostrado ainda mais fiéis e gratos aos seus donos



Diante dos milhares de casos de abandono de animais pelas ruas do Brasil e do mundo, existem várias entidades empenhadas no incentivo a adoção, visando diminuir a população de bichos desabrigados. Prova dessa tentativa é a recente inauguração do primeiro núcleo cirúrgico da prefeitura, em São Paulo, para a realização de cirurgias de castração de cães e gatos.

O problema é que, infelizmente, se para os bichinhos sem raça definida já é difícil encontrar um novo lar, imagine para os idosos, por exemplo. Ainda na lista de animais preteridos está também um grupo muito especial: os deficientes físicos. Dentre eles, o número de abandono é ainda maior.

Apesar da triste realidade, pelo menos, a crença antiga de que animais nesta condição precisam ser sacrificados tem se tornado cada vez menos difundida. Segundo o médico veterinário Mário Marcondes, diretor clínico Hospital Veterinário Sena Madureira, “hoje em dia existem vários tipos de terapias que têm o objetivo de dar qualidade de vida à estes pets”.

Preconceito e desinformação

Assim como, por vezes, acontece entre humanos, o preconceito ainda reina entre os peludos deficientes. Muitos bichinhos acabam sendo abandonados por serem considerados “feios”, por não conseguirem fazer todos os truques que um animal sem deficiência faz ou porque seus proprietários acreditam que eles darão muito trabalho devido às necessidades especiais.

Nesse sentido, o dr. Mário diz que o veterinário tem um papel fundamental. “O médico entra como um profissional importante para dar a orientação correta para o proprietário de um animal com deficiência, expondo todos os tipos de terapia existentes para melhorar a vida dele”.

Segundo o veterinário, a paralisia de membros é a limitação mais frequente em cães. Os principais casos são os animais com problemas de coluna que evoluem para uma paralisia. “Isso é muito comum em raças com a coluna longa e patas curtas como o dachshund.

Um caso de carinho

Mais que uma paralisia, Tom, um dachshund, de 6 anos, desenvolveu um problema bem mais grave por conta da coluna. Além disso, o bichinho nasceu sem as duas patas dianteiras. De acordo com sua dona, Christiane Aguiar, um veterinário disse que o problema pode ter sido ocasionado por uma doença genética ou até mesmo por remédios abortivos dado a mãe do cachorro.

A jornalista de 23 anos adotou Pitoco, como é chamado carinhosamente, porque não gostava de como o tratavam em seu primeiro lar. “Depois que ele nasceu, a outra filhote que nasceu da mesma cria foi adotada, mas ninguém queria o Tom por causa da sua deficiência. Ele ficava jogado no fundo do quintal no meio da sujeira, já que os antigos donos não limpavam nada”.

Ela conta ainda que o cãozinho, muitas vezes, nem mesmo comia, pois havia outros cachorros maiores no quintal, que chegavam mais rápido até o alimento. Foi assim que Pitoco entrou na vida da família de Christiane, que tem mais duas cadelas, Neguinha, uma dachshund de 7 anos e irmã de Pitoco e Lilica, uma SRD de 2 anos, que foi abandonada no portão da casa da jornalista.

E apesar da aparência frágil, felizmente, segundo o dr. Mário, os animais nessas condições se adaptam facilmente. O veterinário destaca, por exemplo, o caso dos cães cegos, que utilizam seus outros sentidos para se adaptar ao ambiente. Ele ainda dá uma dica aos donos de cãezinhos com o problema: “mantenha os objetos sempre no mesmo local, como comedouros e cama, assim o animal vai se adaptar mais rápido”.

Christiane aprendeu bem a lição e procura facilitar a vida de Pitoco, que se locomove com dificuldade, deixando tudo que ele precisa por perto. Também toma cuidado para que ele não se asse, o que pode acontecer devido ao fato dele se arrastar pela casa.

Tratamento com células tronco

A lesão na coluna é a principal alteração causadora de paralisia. Hoje, o tratamento inicial é com medicamento, além de cirurgia (em alguns casos) e fisioterapia. Em muitos casos a acupuntura ou somente a fisioterapia são indicados.

Uma outra alternativa bem mais recente é o tratamento com células tronco, prática adotada gratuitamente pelo Hospital Veterinário Sena Madureira, em parceria com a empresa de biotecnologia Celltrovet. Segundo o diretor clínico do hospital, já participaram do projeto por volta de 10 animais, mas as vagas ainda estão abertas para donos que estejam interessados. Os candidatos são pacientes deficientes paralisados, em decorrência de lesão na coluna, mas que já foram submetidos a um outro tratamento convencional, sem sucesso.

“A ideia é tentar melhorar a qualidade de vida destes animais com o uso das células tronco. Mas para isto, primeiro estamos realizando este projeto científico para posteriormente, com a análise dos resultados, padronizarmos um protocolo para tratamento convencional com células tronco”, disse o dr. Mário.

O veterinário destaca ainda que esta é uma evolução da área médica, mas para isto, trabalhos bem delineados devem ser realizados antes de se utilizar células tronco de maneira rotineira. Os proprietários que quiserem participar do projeto de tratamento gratuito com células tronco para animais deficientes devem se inscrever na triagem, no telefone (11) 5572-8778 - de segunda a sexta-feira, em horário comercial.

Pitoco, infelizmente, não se enquadra no perfil para o tratamento pioneiro, mas já dispõe de uma vida muito feliz ao lado da família que o acolheu e não hesita em dar carinho, amor e elogiar seu bichinho. “Ele é um animal carinhoso, que retribui todo o cuidado que temos com ele com muito amor”, finalizou Christiane.

Como resgatar um cão da rua?

O abandono de animais não é só um problema da esfera pública, mas de toda a sociedade. E você pode ajudar a minimizá-lo, se der a um bichinho uma nova chance



Eles estão em todos os lugares: perto de lanchonetes – onde não raramente são enxotados -, pontos de ônibus, no meio de avenidas arriscando suas vidas, e parecem ser invisíveis para a maioria das pessoas.
São os cães de rua, vítimas do abandono, da guarda irresponsável, descartados como se fossem um móvel velho sem mais utilidade. De fato, é de cortar o coração de quem gosta de animais e convive com eles em seu lar.

Aproximação
Se você se compadece com essa situação e tem vontade – e condições – de retirar um cachorro indefeso das ruas, saiba como proceder para que haja um final feliz.
Alguns animais estão sempre em estado de alerta; são maltratados, às vezes, até espancados, e por isso, não veem com bons olhos a aproximação de uma pessoa, mesmo que ela tenha boas intenções. Se achar que o cachorro não está com uma cara amistosa, vá com calma e não demonstre nervosismo; cães percebem facilmente o estado de uma pessoa.
Fique a uma certa distância do cão, agachado, para ficar no mesmo nível dele, e coloque alguma ração no chão. Espere que coma, e se aproxime aos poucos para oferecer mais comida. Quando achar que já tem alguma confiança do animal, deixe que ele coma na sua mão e, em seguida, faça um carinho no peito.
Assim, gradativamente, sem assustar o cachorro, mostre a guia para ele, deixe que a cheire, e só a coloque se tiver certeza de sua receptividade.

Veterinário

Antes de levar o bichinho para sua casa, vá ao veterinário para que ele possa avaliar o estado de saúde do animal, estimar sua idade, e principalmente, esterilizá-lo, vaciná-lo e vermifugá-lo. Essas medidas são importantes tanto para a saúde do cão como para a sua e a dos seus pets, pois muitas doenças são transmitidas para o homem e, claro para os outros animais.

Lar temporário
Não deixe o cachorro junto com os outros pets, isole-o num cômodo da casa, com água, comida e caixa sanitária até que ele esteja saudável, caso seja constatada alguma enfermidade. Também é possível hospedá-lo em pet shops e hoteizinhos, onde serão cobradas diárias.

Não leve a abrigos; eles estão sempre lotados e contam com poucos recursos. Se realmente quer ajudar um bichinho, esteja ciente de que ele vai consumir parte do seu tempo e orçamento.

Divulgação
Se não puder ter mais um bichinho na casa e decidir doá-lo, divulgue na internet. Uma boa opção são as redes sociais, como facebook e twitter. Há também vários sites de adoção em todo Brasil que colocam à disposição cães e gatos vítimas do abandono.

Não se esqueça de tirar uma foto do cão informar a idade estimada, sexo e raça.

Guarda responsável

É preciso muita cautela na hora de doar o bichinho. Muitos, na ânsia de se livrarem do animal e não ter mais despesas adicionais, simplesmente o “empurram” ao primeiro interessado que aparece, sem verificar as condições do futuro dono, onde mora, se todos os moradores estão de acordo com a adoção, se já possui outros animais etc.

Por isso, tenha certeza de que o cachorro será bem-acolhido: os da raça pit bull, por exemplo, são procurados por pessoas que promovem rinhas ou empresas que os utilizam como cão de guarda. Então, não se precipite. Entregue o cão somente no endereço do adotante e deixe claro que ele pode devolver o animal, caso não haja adaptação. Isso evitará um novo abandono.

Ossos podem provocar sérios danos ao seu amigo

Crédito: Flickr/CC – Stefan Sager
Em meio à onda de dietas mais saudáveis, alguns donos optam por alimentar seus pets com uma dieta mais natural. Mas é preciso ficar atento para não comprometer a saúde do animal


A imagem de cão com seu ossinho é emblemática; há muito tempo esse animal é associado com seu petisco preferido. Não é à toa que a propaganda explora esse símbolo. Entretanto, o consumo de ossos, digamos, “naturais”, provenientes da carne consumida pelos humanos, pode causar muitos problemas de saúde para seu pet.

Frango, o maior inimigo 

De acordo com a médica veterinária Julie Damron, o consumo de ossos é prejudicial aos cães e pode até lhes causar a morte. Ossos são muitos quebradiços, frágeis, e podem formar objetos pontiagudos quando mastigados, o que provoca feridas na boca e no intestino. E a ação de mastigar ossos duros é capaz de provocar um desgaste nos dentes e até sua fratura. O mais prejudicial é o proveniente do frango.Frango, o maior inimigo
Os fragmentos desse tipo de comida podem ficar alojados em vários locais. No céu da boca causa incômodo, mas é fácil de ser removido. Já quando se localizam na garganta do cão, este fica sujeito a ter uma asfixia; no intestino, além de lesionar os órgãos, acarreta uma obstrução que, por dificultar a passagem de sangue, leva à morte dos tecidos. Nesse caso, uma cirurgia é necessária para remoção da parte afetada.

Petisco sintético
Os ossinhos feitos para cães, sintéticos, também podem causar danos, especialmente se grandes pedaços forem engolidos. Tenha certeza de você está dando o tamanho correto ao seu amigo, e não o quebre em pedaços menores. Se o cão consumir esse petisco aos poucos, ele não terá problemas.

É melhor prevenir...
É preciso também supervisionar seu pet quando der a ele, pela primeira vez, qualquer coisa comestível. Veja como ele manipula o alimento por alguns dias e se apresenta algum sintoma como falta de apetite, diarreia, gases, pois ele pode ser sensível a algum tipo de alimento. Com essas precauções, você evitará uma série de problemas de saúde a seu amigo. Tenha em mente de que qualquer novo produto introduzido em sua dieta pode causar problemas digestivos.

Conflitos entre gatos: o que fazer?

Entenda o comportamento dos bichanos e acabe com o estresse entre eles

“Não importa quantos gatos estejam na briga, sempre parece que há muitos deles”. Essa frase, atribuída a Abraham Lincoln, que presidiu os Estados Unidos em meados do século 19, mostra que as rixas entre os felinos não são um problema atual. E quem tem mais de um bichano em casa certamente já se presenciou algum desentendimento entre eles.
Existem vários fatores que motivam a agressão entre gatos, entre eles, a disputa por território e por suprimentos, alguma frustração ou a volta do veterinário.

“Este lugar é meu!”
Felinos são animais territoriais e, muitas vezes, sentem-se ameaçados se outro gato quer ser o “dono do pedaço”. Machos, principalmente os não castrados, costumam urinar para demarcar sua área. Se há mais de um gato em casa, o mais comum é que haja um membro dominante, que intimida os demais para conseguir, por exemplo, um lugar estratégico da casa, de onde se pode observar o ambiente.

“Preciso mesmo compartilhar minhas coisinhas?”
Quando um gato tem de dividir as tigelas de ração e água e a caixinha sanitária com outros gatos, é possível que, vez ou outra, haja algum desentendimento, mesmo que eles tenham sido criados juntos desde pequenos. Bichanos tornam-se socialmente maduros entre 2 e 5 anos, e começam a tomar o controle do grupo e de suas atividades.

“Não chegue perto de mim, estou irritado!”

Gatos podem tornar-se agressivos por não conseguir alcançar um objetivo. Por exemplo, quando tentam caçar um passarinho e fracassam, costumam descontar sua frustração na primeira “vítima” que encontram. É o que os especialistas chamam de agressão redirecionada.

“Ei, quem é você?”
A volta do veterinário também pode gerar conflitos. Isso porque os felinos se identificam, principalmente, através do olfato; eles se reconhecem por meio de um cheiro específico que os caracteriza, que os torna pertencentes a uma determinada família. E quando chegam da clinica – para tomar banho, vacinas etc. - com odores diferentes não são reconhecidos pelos outros felinos da casa, que o veem como uma ameaça.

“Fique atento quando eu...”
  • nunca der as costas para um gato
  • olhar fixamente para o outro
  • abaixar a cabeça e o pescoço e levantar a parte traseira
  • impedir o acesso à comida, água etc.
  • rosnar
  • sibilar
“Vamos dar uma trégua?”
O ideal, claro, é evitar as brigas. Isso pode ser feito ao separarem-se os suprimentos – vasilhas de ração e água, caixa sanitária e outros objetos que o dono achar necessário; - de preferência, em locais nos quais o gato possa usá-los sem ser visto pelos demais.

Se houver problemas após a volta do veterinário, uma dica interessante é esfregar no gato uma mantinha ou outro pano no qual ele costuma dormir para impregná-lo de seu cheirinho característico. Isso faz com que ele seja identificado como um dos membros da bicharada.
Outra providência - sem dúvida a mais importante - a ser tomada é esterilizar os animais. Desse modo, minimiza-se a agressividade e o comportamento dominante, além de prevenir doenças como tumores testiculares e câncer no útero.

Entretanto, se nada disso resolver, isto é, se os gatos estiverem na iminência de brigar, pode-se utilizar algum brinquedinho para distraí-los ou, na pior das hipóteses, borrifar água na direção deles e separá-los em cômodos diferentes a fim de acalmar os ânimos.